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Quatrocentos operários italianos e portugueses vão construir nova central

Greves alastram no Reino Unido contra contratação de trabalhadores estrangeiros

30.01.2009 - 21:05 Por PÚBLICO

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Os trabalhadores da refinaria de Lindsey contestam o não recurso a mão de obra local para fazer a nova obra Os trabalhadores da refinaria de Lindsey contestam o não recurso a mão de obra local para fazer a nova obra (Nigel Roddis/Reuters)
O sector energético britânico está a ser afectado por greves espontâneas, em protesto contra a contratação de operários portugueses e italianos para construir uma nova central numa refinaria inglesa da petrolífera Total, naquela que é a mais recente de uma série de manifestações no país contra o recurso a mão-de-obra estrangeira.

A paralisação começou quarta-feira na refinaria de Lindsey, no Leste de Inglaterra, precisamente o local onde a petrolífera francesa planeia construir uma unidade para a produção de gasolina sem chumbo.

O projecto, orçado em 200 milhões de libras, foi atribuído por concurso à empresa italiana IREM, que esta semana enviou os primeiros cem trabalhadores portugueses e italianos para dar início às obras. Outros 300 operários deverão chegar durante o mês de Fevereiro, ficando alojados em instalações provisórias nas imediações, escreve o "The Guardian".

Apesar de a Total, um dos principais empregadores da região, garantir que os operários não vão trabalhar por salários inferiores, os funcionários da refinaria contestam o facto de os italianos optarem por recorrer a mão-de-obra estrangeira, apesar do elevado desemprego na região.

Centenas de funcionários da refinaria estão desde quarta-feira sem trabalhar e, durante o dia de hoje, outras onze unidades do sector energético – incluindo refinarias, centrais eléctricas e terminais de gásnatural – em todo o Reino Unido juntaram-se ao protesto em defesa dos postos de trabalho britânicos. Cartazes com palavras de ordem contra a contratação de imigrantes – “Empregos britânicos para os trabalhadores britânicos” – viam-se junto à refinaria de Lindsey, onde piquetes de trabalhadores receberam hoje a solidariedade de operários de outras unidades.

Numa reacção a estes protestos, o porta-voz do primeiro-ministro anunciou que o Governo vai contactar as empresas de construção a operar no país para “garantir que estão a fazer tudo o que podem para apoiar a economia britânica” e recordou que o concurso para a construção da nova unidade em Lindsey foi concluído antes de a actual crise financeira ter gerado uma vaga de despedimentos no sector da construção do país, cita a BBC online.

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Comentário + votado

imigrantes

Ha' gente que para alem de nao darem a sua opiniao, por nao terem ou nao conseguirem, so sabem ...

Cisco

01.02.2009 19:15

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