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Vídeo de segurança confirma existência de duas explosões

Governo paquistanês responsabiliza taliban e Al-Qaeda pelo atentado contra o Marriott

21.09.2008 - 16:08 Por PÚBLICO, Agências

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Depois da explosão, as chamas tomaram conta do hotel de cinco estrelas Depois da explosão, as chamas tomaram conta do hotel de cinco estrelas (Faisal Mahmood/Reuters)
O Governo de Islamabad acredita que o atentado de ontem contra o Hotel Marriott foi perpetrado por grupos taliban paquistaneses próximos da Al-Qaeda. Imagens das câmaras de segurança, conhecidas hoje, dão conta de duas explosões: a primeira, de fraca potência, quando o condutor do camião se fez explodir, seguida minutos depois pela detonação dos cerca de 600 quilos que o veículo transportava.

Em conferência de imprensa, Rehman Malik, conselheiro do primeiro-ministro para as questões de segurança, disse que não existem certezas, mas sublinhou que “todos os caminhos conduzem às Áreas Tribais de Administração Federal”, nome oficial para as regiões autónomas junto à fronteira com o Afeganistão, bastião dos extremistas islâmicos próximos dos rebeldes taliban afegãos e dos militantes da rede terrorista.

Até ao momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado – descrito por alguns jornalistas como “o 11 de Setembro paquistanês” –, mas a sua dimensão e o actual momento político vivido no país fazem recair todas as suspeitas sobre os radicais islâmicos.

Convencidos de que os taliban e a Al-Qaeda se estão a reagrupar naquela zona de fronteira, perante a passividade de Islamabad, as forças dos EUA estacionadas no país vizinho lançaram nas últimas semanas vários raides aéreos contra supostos esconderijos e campos de treino terroristas.

A imprensa norte-americana noticiou ainda que George W. Bush autorizou as forças especiais a lançarem incursões em território paquistanês, para perseguir alvos específicos, sem o conhecimento do Governo do país. A 3 de Setembro, Islamabad denunciou uma acção deste género contra uma aldeia fronteiriça, que terá resultado na morte de 15 civis.

Sob pressão americana, o novo Governo paquistanês ordenou uma vasta ofensiva militar contra o distrito tribal de Bajaur, que terá permitido eliminar centenas de combatentes. Ontem, horas antes do ataque, o novo Presidente, Asif Ali Zardari, comprometeu-se perante o Parlamento a perseguir os terroristas, ao mesmo tempo que avisava que não toleraria novas invasões do território nacional.

O Paquistão tem sido palco nos últimos anos de uma onda sem precedentes de atentados terroristas, atribuídos aos fundamentalistas islâmicos que acusam as autoridades de conivência com os EUA. Só nos últimos 12 meses perto de 1300 pessoas perderam a vida em ataques à bomba.

Duas explosões separadas por minutos

Na conferência de imprensa desta manhã, Malik divulgou imagens captadas pelas câmaras de vigilância, nas quais é possível ver o camião armadilhado a tentar passar a barreira de segurança do hotel, situado no centro da capital paquistanesa.

No vídeo é possível perceber que o condutor tenta, sem sucesso furar a segurança e, quando é barrado pelos guardas, faz-se explodir, aparentemente com recurso a uma granada. Os seguranças tentam então apagar as chamas no veículo que, minutos depois, explode, pulverizando tudo em volta e criando no local uma cratera com cerca de sete metros de profundidade e 18 de diâmetro.

Apesar de situado a alguns metros de distância, algumas áreas do hotel ruíram perante a força da detonação, ao mesmo tempo que focos de incêndio tomavam conta de vários andares do edifício, acabando por consumir boa parte da estrutura, que contava com 290 quartos. As autoridades confirmam a existência de 53 mortos e 266 feridos, embora agentes presentes no local admitam que o número poderá ser superior, já que só esta manhã os socorristas conseguiram chegar aos andares superiores, após várias horas de combate às chamas.

Boa parte das vítimas foi surpreendida pelo desabamento do tecto de uma sala de banquetes onde se encontravam entre 200 a 300 pessoas que quebravam o jejum do Ramadão. O hotel, um dos dois de cinco estrelas da cidade, era muito frequentado por turistas e empresários estrangeiros e, entre as vítimas confirmadas conta-se o embaixador da República Checa em Islamabad e pelo menos um cidadão norte-americano.

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terrorismo

O que eu saiba o Islamismo nao pertence ao mundo civilizado,nem tem um sitema "democratico"e um ...

Josue

23.09.2008 14:41

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