Para esclarecer causas da sua morte

Governo paquistanês disposto a exumar corpo de Benazir Bhutto

29.12.2007 - 14:21 Por AFP

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Bhutto foi assassinada na quinta-feira Bhutto foi assassinada na quinta-feira (Ahmad Masood/Reuters)
O Governo do Paquistão disse hoje estar disposto a exumar o corpo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, assassinada na quinta-feira, se o seu partido assim o desejar, para determinar as causas exactas da sua morte.

“Estamos dispostos a exumar o corpo de Benazir Bhutto para investigação se o seu partido o desejar”, declarou o porta-voz do Ministério do Interior, Javed Cheema, em conferência de imprensa.

“Mas o mais importante não é saber o que a matou – uma bala, a explosão ou qualquer outra coisa – mas sim quem a matou”, acrescentou.

Cheema disse ainda que o Governo paquistanês não precisa da ajuda estrangeira para apurar as causas da morte de Bhutto.

Ontem, o Governo de Islamabad afirmou que Benazir Bhutto não morreu devido a ferimentos de balas ou estilhaços de bomba, mas por bater com a cabeça no carro, citando os médicos que realizaram a autópsia.

Mas hoje, a porta-voz da ex-primeira-ministra insistiu que Bhutto foi atingida por uma bala, na cabeça. "Vi que ela tinha um ferimento de bala na parte de trás da cabeça e um outro, causado pela saída da bala, de lado", disse Sherry Rehman.

"É ridículo (...), é uma tentativa de mascarar a verdade", comentou Rehman. Segundo a porta-voz, os responsáveis do hospital terão sido aconselhados a alterar a sua versão. "Não deram o relatório original" da autópsia.

O Partido do Povo Paquistanês (PPP), principal movimento de oposição dantes liderado por Benazir Bhutto, acusa o Governo de Pervez Musharraf de ter "assassinado" Bhutto ao recusar-lhe as condições de segurança necessárias, depois de ter recebido ameaças de morte. A 18 de Outubro, Bhutto foi alvo de um atentado em Carachi que fez 139 mortos. Para o Governo, o atentado tem a marca da rede terrorista Al-Qaeda. Existe "uma prova irrefutável" de que a rede de Ossama bin Laden "tenta desestabilizar o Paquistão", considerou Javed Cheema, o porta-voz do Ministério do Interior.

No segundo de três dias de luto nacional estão encerradas quase todas as lojas, restaurantes e bombas de gasolina nas grandes cidades paquistanesas.

Desde a morte de Bhutto já morreram 38 pessoas (40 segundo a agência Reuters) em confrontos nas ruas. Só para Carachi foram mobilizados dez mil soldados.

Horas depois da manifestação que concentrou hoje dez mil pessoas contra Pervez Musharraf, o Presidente paquistanês ordenou às forças de segurança para mostrarem "firmeza" face aos revoltosos.

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loucos

Quando e que voltamos a idade da pedra?ao menos era a pedrada e a ossada....Esta gente ainda nao ...

killer

30.12.2007 19:25

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