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Ofensiva deve prosseguir até amanhã de manhã

Governo israelita aprova resolução para cessar-fogo no Líbano

13.08.2006 - 13:22 Por PUBLICO.PT, Agências

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 (Jim Hollander/EPA)
O Governo israelita aprovou esta tarde a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas para um cessar-fogo na guerra com o Hezbollah, após um mês de confrontos. A trégua deverá entrar em vigor amanhã de manhã, mas até lá as forças hebraicas prosseguem a ofensiva no Líbano.

A decisão foi tomada quase por unanimidade, já que apenas um dos 25 ministros que integram o Governo israelita se absteve na votação, realizada após quase quatro horas de reunião.

Segundo o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, anunciou esta manhã que os governos do Líbano e de Israel acordaram que o cessar-fogo deve entrar em vigor às 08h00 locais (06h00 em Lisboa). O cessar das hostilidades criará condições para o envio de 15 mil "capacetes azuis" e de outros tantos militares libaneses para o Sul do Líbano, uma região até agora controlada pelo Hezbollah.

Para o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, a resolução aprovada sexta-feira pelo Conselho de Segurança “é boa para Israel, na medidas em que irá permitir a aplicação da resolução 1559” relativa ao desarmamento da milícia xiita libanesa. “O Hezbollah não será mais um Estado dentro do Estado libanês”, sublinhou Olmert, para quem Beirute “poderá agora ser um interlocutor de Israel”.

Por seu lado, o vice-primeiro-ministro, Shimon Peres, afirmou no final do encontro que o Hezbollah sai desta guerra “com o rabo entre as pernas” e Israel pode considerar “mais ou menos vencedor no plano político e militar”.

Este não é, no entanto, o entendimento da oposição de direita, que acusa o Executivo de ter cedido às pressões internacionais para pôr fim ao conflito sem ter conseguido o seu objectivo principal: o desarmamento do Hezbollah.

Já os sectores mais à esquerda condenam a intensificação dos combates no Sul do Líbano, desencadeada já depois da ONU ter aprovado a resolução instando ao cessar-fogo.

Contudo, o ministro da Defesa, Amir Peretz, sustenta que as operações em curso visam preparar o terreno para a chegada da força internacional mandatada pela ONU. “Queremos garantir que as forças que nos vão substituir estejam nas melhores condições para aplicar o previsto na resolução e desarmar o Hezbollah”, afirmou.

Com efeito, registam-se desde a tarde de ontem intensos combates na região, numa altura em que o Exército israelita, numa última tentativa para chegar às margens do rio Litani, confirmou pelo menos 24 baixas entre os seus militares. Em simultâneo, a aviação israelita voltou esta tarde a bombardear Beirute, havendo registo de pelo menos 20 explosões nos subúrbios xiitas da capital.

Também o Hezbollah não dá sinais de trégua, tendo disparado desde o início do dia 170 "rockets" contra o Norte de Israel, fazendo pelo menos um morto e nove feridos.

Retirada só depois da chegada das tropas internacionais

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, reafirmou que o Exército israelita só abandonará as posições que ocupou nas últimas semanas no Sul do Líbano após a chegada à região dos "capacetes azuis" e das tropas libanesas.

Nesse sentido, a chefe da diplomacia israelita pediu o envio "imediato" para a região dos 15 mil soldados libaneses, a fim de evitar que a milícia xiita volte a ocupar posições junto à fronteira.

Livni sublinhou também que a missão da ONU no Líbano (FINUL), reforçada em poderes e meios pela nova resolução, seja capaz de garantir a segurança na região, nomeadamente através do desarmamento e desmantelamento do Hezbollah. "A aplicação da resolução dependenderá da vontade do Governo libanês e, acima de tudo, da determinação da comunidade internacional", sublinhou.

Quanto aos dois militares sequestrados pelo Hezbollah a 12 de Julho, na acção que precipitou o conflito, a ministra garantiu "não vai negligenciar" esta questão e apelou à comunidade internacional para apoiar a libertação incondicional dos reféns. Esta manhã, o diário "Haaretz" noticiava que o Governo estaria a estudar a libertação de prisioneiros do Hezbollah por troca com os dois militares, mas a informação não é confirmada oficialmente.

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Quem escreve assim, é, além do mais, genial!

Desta vez, quero somente dar os meus mais calorosos parabéns ao senhor anónimo, que escreveu o ...

Maria José Guimarães

16.08.2006 00:42

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