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Egipto

Governo egípcio reúne-se de emergência após confrontos que fizeram 25 mortos

10.10.2011 - 08:00 Por Agências

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 (Mohamed Abd El-Ghany/Reuters)
Pelo menos 25 pessoas perderam a vida durante os confrontos registados ontem à noite no Egipto entre cristãos coptas e as forças de segurança. O Governo reúne-se hoje para discutir esta onda de violência, a mais grave desde as manifestações que levaram à queda de Hosni Mubarak.

A violência explodiu durante uma manifestação de protesto contra o ataque a uma igreja cristã, na semana passada, na província de Aswan.

Os cristãos coptas - 10% da população - atribuem esse ataque aos radicais muçulmanos e acusam o Governo militar de ser muito complacente à violência contra a minoria cristã.

O ministério da Saúde egípcio confirmou inicialmente que 24 pessoas perderam a vida e que 213 ficaram feridas. Mais tarde foi confirmada a morte de outra pessoa. Apesar de não ter avançado a identidade das vítimas, a televisão estatal indicou que três dos mortos são soldados.

As tensões entre cristãos e muçulmanos têm vindo a aumentar desde as manifestações de Fevereiro que levaram à queda do regime do antigo Presidente Hosni Mubarak

Preocupado com a situação no país, o governo egípcio disse, em comunicado, que não irão permitir que nenhum grupo “manipule o tema da unidade nacional no Egipto ou atrase o processo de transformação democrática”.

O porta-voz do Executivo, Mohamed Hegazy, disse à Reuters que o governo irá hoje reunir-se em sessão especial para discutir os acontecimentos de ontem. “O mais importante é conter a situação, olhar para o futuro e tomar as medidas necessárias para evitar ramificações”, disse Hegazy.

O primeiro-ministro Essam Sharaf deslocou-se ao local onde começaram os confrontos e terá ouvido algumas das pessoas presentes, que lhe relataram o que se passou.

“Em vez de avançar para um estado moderno de princípios democráticos, [...] estamos preocupados que haja mãos escondidas - quer domésticas quer estrangeiras - procurando obstruir a vontade dos egípcios no estabelecimento da democracia”, disse Sharaf numa entrevista televisiva. “Não nos vamos render a estas conspirações maliciosas e não aceitaremos um retrocesso”, acrescentou ainda o governante.

Antes de falar oficialmente na televisão, Sharaf tinha apelado aos egípcios, na sua página do Facebook, para não darem ao episódio uma conotação sectária. “Não se trata de confrontos entre muçulmanos e cristãos mas apenas uma tentativa de provocar o caos”.

Entretanto, durante a noite esteve em vigor um recolher obrigatório que só foi levantado hoje às 07h00 (06h00 portuguesas).

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Confrontos no Cairo fizeram 24 mortos

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O Corão foi escrito ha 14 seculos!

...so os fanaticos o aplicam ao pé da letra. No antigo testamento também existe muita ...

rita

10.10.2011 22:44

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