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Bombardeamentos aéreos vão aumentar

Governo de Israel chama reservistas e decide não expandir ofensiva terrestre no Líbano

27.07.2006 - 15:31 Por PUBLICO.PT, Agências

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O objectivo é minimizar as perdas das forças terrestres, após a morte ontem de nove soldados em combate O objectivo é minimizar as perdas das forças terrestres, após a morte ontem de nove soldados em combate (Jerome Delay/AP (arquivo))
Os principais ministros israelitas, que integram o Conselho de Segurança do Governo, decidiram hoje não expandir a ofensiva terrestre no Líbano, mas ordenaram a mobilização adicional de milhares de soldados na reserva para reforçar a campanha em curso. Foi também decidido reforçar os ataques aéreos.

Durante uma reunião do Conselho de Segurança, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que os objectivos da ofensiva de 17 dias estão a ser alcançados, segundo participantes na reunião.

Os ministros disseram que a mobilização adicional de três divisões na reserva, abrangendo milhares de soldados, visava aliviar as tropas no Líbano. Mas a dimensão da mobilização levantou questões sobre a estratégia militar global.

O comunicado emitido na sequência da reunião diz que “a ofensiva continuará nos moldes fixados anteriormente”. O Governo, reunido em Telavive, rejeitou deste modo os planos de expansão da ofensiva terrestre para além do objectivo de fazer recuar as forças do Hezbollah vários quilómetros a norte da fronteira com Israel, segundo fontes governamentais citadas pela AFP.

Confrontado com perdas crescentes do Exército terrestre no Líbano, o Governo pronunciou-se por uma intensificação dos ataques aéreos contra o Hezbollah no Sul do Líbano, segundo as mesmas fontes.

Os ministros reuniram-se à porta fechada e foi-lhes pedido que desse luz verde a bombardeamentos ainda mais maciços contra as localidades consideradas bastiões do Hezbollah.

Todos puseram de parte um confronto militar com a Síria, disse a rádio pública.

O objectivo é minimizar as perdas das forças terrestres, após a morte de nove soldados em combate, ontem, no que foi o dia mais negro do Tsahal desde o início das operações, a 12 de Julho. Mas há o risco de aumentar ainda mais o número de vítimas civis libanesas.

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