Momentos depois de Muaffak al-Rubai, conselheiro para a segurança do Governo iraquiano, ter revelado à AFP que os quatro mil militares britânicos estacionados em Bassorah iriam deixar o país no final de 2009, o Ministério da Defesa londrino afirmou não ter nenhuma data estabelecida para a retirada do seu contingente.
“Por agora não temos nenhum calendário”, afirmou o porta-voz daquele ministério, acrescentando que os militares britânicos estão a conseguir "progressos em Bassorah", cidade onde está instalada a quase totalidade do contingente do país. “E estamos também no bom caminho para a mudança fundamental da missão, anunciada pelo primeiro-ministro [Gordon Brown] para 2009”.
Estas declarações surgem pouco tempo depois de Rubai ter dito que “no fim de 2009 não haverá nem um soldado britânico no Iraque e, a partir de meio do próximo ano, haverá uma redução espectacular e considerável do número de soldados britânicos”.
O conselheiro iraquiano acrescentou as negociações com Londres para a retirada das tropas começaram há duas semanas e “estão a progredir de forma satisfatória.” O acordo será “muito mais curto e simples” do que aquele que foi negociado com a Administração americana.
Numa entrevista ao “Times” em Outubro, o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, tinha dito que a presença de tropas britânicas já não era necessária para assegurar a segurança do Iraque e que estas deviam voltar para casa.
Actualmente aquartelados no aeroporto de Bassorah, os quatro mil efectivos britânicos apenas saem em missão a pedido dos iraquianos.


