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Cinco cidadãos ocidentais estão desaparecidos

Governo alemão admite sequestro de uma funcionária humanitária no Iraque

29.11.2005 - 15:27 Por AFP, AP

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Susanne Osthoff está desaparecida desde sexta-feira Susanne Osthoff está desaparecida desde sexta-feira (Peter Hinz Rosin/EPA)
O Governo da Alemanha admite que uma cidadã alemã, desaparecida há quatro dias no Iraque, tenha sido sequestrada. A confirmar-se esta informação, Susanne Osthoff será a quinta ocidental raptada nos últimos dias naquele país, depois do sequestro de quatro funcionários de uma organização humanitária canadiana.

"Neste momento temos que admitir que se trata de um sequestro", afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel, depois de a televisão pública ARD ter divulgado um vídeo em que os alegados sequestradores ameaçam matar Susanne e o seu motorista iraquiano se o Governo alemão não cessar todos os contactos com as novas autoridades iraquianas.

"O Governo alemão condena firmemente este acto e apela aos sequestradores para que os libertem imediatamente", acrescentou a chanceler alemã, repetindo um apelo que já tinha sido feito pelo Conselho Central de Muçulmanos da Alemanha.

Segundo Jens Ploetner, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a "cidadã alemã partiu para uma longa viagem no Iraque, na passada sexta-feira, mas não chegou ao seu destino".

Osthoff, de 43 anos, está no Iraque a trabalhar para a organização alemã Direkt-Hilfe Irak na distribuição de medicamentos aos hospitais iraquianos.

Ocidentais desaparecidos trabalham para ONG canadiana

Entretanto, a organização não-governamental canadiana Christian Peacemaker Team anunciou que os quatro ocidentais sequestrados este fim-de-semana no Iraque estavam ao seu serviço.

Num breve comunicado divulgado no seu site na Internet, a ONG adianta que dois membros da sua delegação em Bagdad e outros dois funcionários que se encontravam de visita ao país foram sequestrados no sábado passado. "Tudo o que sabemos é que foram sequestrados sob ameaça de armas, num bairro de Bagdad", acrescentou Robert Holmes, porta-voz da organização.

O responsável explicou que a organização só agora publicou o comunicado por entender que a discrição é essencial para conseguir trabalhar num terreno tão difícil como o Iraque. "Mas as informações divulgadas nos últimos dias permitiram que fossemos identificados e por isso decidimos emitir este comunicado para confirmar que as pessoas sequestradas são nossos funcionários, embora sem os identificar".

O Governo canadiano anunciou, no domingo passado, ter recebido informações sobre o rapto de quatro ocidentais, precisando que dois deles têm nacionalidade canadiana. Ontem, a embaixada dos EUA em Bagdad confirmou o desaparecimento de um cidadão americano, enquanto Londres diz estar a investigar informações sobre o desaparecimento de um cidadão britânico no Iraque.

Seis iranianos sequestrados

Já esta manhã, duas iranianas e uma iraquiana, raptadas ontem à noite quando viajavam na região a norte de Bagdad, foram libertadas pelos seus sequestradores. As três mulheres viajavam de autocarro, juntamente com quatro iranianos, quando foram interceptados por homens armados que os levaram para lugar incerto.

Segundo as forças americanas, as mulheres foram libertadas esta manhã, ilesas, numa estrada junto a Balad (70 quilómetros a norte de Bagdad), mas o paradeiro dos seus companheiros de viagem permanece incerto.

Balad situa-se a poucos quilómetros da cidade de Samarra, um bastião da guerrilha sunita, onde está localizado um importante mausoléu xiita. Desde a queda do regime de Saddam, em 2003, milhares de iranianos atravessam a fronteira para visitar os locais sagrados da comunidade no país.

Dois peregrinos xiitas, com dupla nacionalidade indiana e britânica, foram mortos ontem e três ficaram feridos num ataque contra o autocarro em que seguiam, numa região a sul de Bagdad.

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