Geórgia vai receber 3,45 mil milhões de euros de ajuda à recuperação

22.10.2008 - 14:59 Por Agências
A Geórgia poderá beneficiar de uma ajuda de 3,45 mil milhões de euros (4,55 mil milhões de dólares) com o objectivo de ajudar o país a reerguer-se, depois do conflito de Agosto com a Rússia, anunciou hoje a comissária europeia para as Relações Externas, Benita Ferrero-Waldner, por ocasião de uma conferência de doadores em Bruxelas.
“É muito mais do que esperávamos e por isso acho que este é um dia de alegria”, disse Ferrero-Waldner durante uma conferência de imprensa após a sessão.
“Chegámos a um total de dinheiros públicos de 2,8 mil milhões de euros (3,7 mil milhões de dólares)”, declarou, acrescentando que é preciso acrescentar a este valor “mais 600 milhões de euros (850 milhões de dólares) vindos do sector privado”.
"4,55 mil milhões de dólares excede muito as nossas expectativas... Numa altura como esta, este apoio é algo que os georgianos não vão esquecer", indicou o primeiro-ministro georgiano, Lado Gurgenidze, citado pela Reuters.
Por seu lado, a responsável pela agência norte-americana de ajuda internacional, a USAID, indicou que este é um sinal forte de apoio a Tbilissi. “A mensagem económica e política é muito forte para a Geórgia. Numa altura de convulsão financeira, isto é extraordinariamente forte”, disse à Reuters administradora da USAID, Henrietta Fore.
Uma missão dirigida pelo Banco Mundial estimou as necessidades da Geórgia em 2,38 mil milhões de euros a fim de voltar a erguer a economia nacional – em franco crescimento antes do conflito com a Rússia, em Agosto último, com um ritmo anual de crescimento de 10,5 por cento – e ajudar as cerca de 65 mil pessoas deslocadas por causa do conflito.
A guerra entre Tbilissi e Moscovo teve origem na disputa pela região independentista da Ossétia do Sul e foi desencadeada por uma ofensiva das tropas georgianas, rapidamente debelada pelo Exército russo, que acabou por entrar em território georgiano.
O conflito foi curto e os soldados russos acabaram por retirar totalmente as suas tropas da Geórgia, mas a comunidade internacional acusou Moscovo de uso desproporcionado de força.
Os bombardeamentos russos atingiram sobretudo alvos militares, mas também houve ataques contra civis e infra-estruturas não militares destruídas.


