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Paris e Washington afirmam que recuo não cumpre o acordado

Geórgia: Rússia anuncia fim da retirada mas vai controlar estrada estratégica

22.08.2008 - 20:00 Por PÚBLICO, Agências

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 (DR)
A Rússia revelou hoje ter concluído a retirada dos reforços militares enviados para a Geórgia, ao mesmo tempo que anunciava que vai manter o controlo de uma via estratégia, que liga Tbilissi ao mar Negro.

“O ministro da Defesa, Anatoli Serdiukov, relatou ao comandante-em-chefe, o Presidente Dmitri Medvedev, a conclusão da ordem de retirada do território da Geórgia das tropas russas enviadas para reforçar as forças de manutenção de paz [na Ossétia do Sul]”, lê-se num comunicado divulgado esta tarde em Moscovo, acrescentando que a manobra foi terminada pelas 16h50 (hora de Lisboa).

Segundo a mesma fonte, blindados e tropas atravessaram a fronteira com a república separatista e estão já a caminho das suas bases, numa retirada que decorreu sem incidentes. Contudo, o ministério garante que as forças de manutenção de paz vão manter postos de controlo em território georgiano “em cumprimento dos princípios do acordo estabelecido em Moscovo entre Medvedev e [o Presidente francês, Nicolas] Sarkozy”.

Tbilissi afirma, porém, que a manutenção das tropas russas fora da “Ossétia do Sul representa uma violação daquilo que foi acordado com o país e com os mediadores internacionais”. “Não cabe à Rússia decidir unilateralmente quantos postos de controlo vai manter aqui. Este é um assunto que deve ser alvo de negociações posteriores”.

Este é também o entendimento dos Presidentes francês e norte-americano que, numa conversa telefónica, esta tarde, chegaram a acordo que a retirada russa “não está em conformidade” com o que foi acordado e instaram Moscovo a retirar as suas tropas “das zonas consideradas como território indiscutível da Geórgia”.

“Não somos apenas nós [os americanos] que o esperamos, são os franceses, é a União Europeia. Francamente, acho que o mundo inteiro espera isso”, afirmou Gordon Johndroe, porta-voz da Casa Branca.

Estrada vai continuar sob controlo georgiano

Confirmando a intenção russa de manter tropas [ainda que sob a designação de forças de manutenção de paz], o chefe de Estado-Maior adjunto da Rússia, revelou que os seus efectivos vão manter o controlo de troços significativos da estrada que liga a capital georgiana ao mar Negro, atravessando o país de Leste a Oeste.

O general Anatoli Nogovitsin mostrou um mapa aos jornalistas presentes numa conferência de imprensa em Moscovo, em que surgem identificadas as "zonas de responsabilidade” das forças de paz russas. Estas zonas incluem, a quase totalidade do troço que liga o porto de Poti, principal porta de entrada da Geórgia no Mar Negro, à cidade de Senaki (vários quilómetros para nordeste), cujo aeródromo militar está em poder das tropas russas.

As “zonas de responsabilidade” russas incluem as regiões separatistas da Abkházia e Ossétia do Sul e estendem-se, em alguns pontos, entre seis a 18 quilómetros para o interior do território anteriormente controlado por Tbilissi.

A “zona tampão” em redor da Abkházia incluiu as cidades georgianas de Zugdidi e Senaki (a sul daquela região separatista) e estende-se até alguns quilómetros a norte de Poti. O mapa mostra ainda dois postos de controlo russos nas imediações da cidade portuária, alvos nos últimos anos de avultados investimentos estrangeiros.

Já a área de influência russa não inclui a cidade de Gori, de onde as tropas russas saíram esta tarde, após duas semanas de ocupação, que se seguiu à ofensiva da Geórgia contra os separatistas da Ossétia do Sul.

Rússia garante legitimidade da sua presença na Geórgia

O general sublinhou que a continuação da presença militar russa na Geórgia “é legítima” e obedece ao espírito “dos acordos existentes”, incluindo os assinados após o primeiro conflito nas duas repúblicas separatistas, no início da década de 1990.

Nogovitsin acrescentou que um total de 272 soldados russos vão ficar estacionados nos oito postos “de primeira linha” fora da Ossétia do Sul, a que se juntam outros 180 numa “segunda linha”, que será composta por dez postos. Na Abkházia, vão ficar estacionados outros 2142 militares enviados por Moscovo.

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Russia versus Georgia+USA

Ó amigo Joe freitas, tem de deixar de comer essa comida americana, você está todo atrofiadinho. ...

José Tuguinha

23.08.2008 14:45