As forças da Geórgia retiraram-se praticamente de toda a região separatista pró-russa da Ossétia do Sul, anunciou hoje à AFP o secretário do Conselho de Segurança da Geórgia, Alexandre Lomaia. “Retirámo-nos de praticamente todo o território da Ossétia do Sul, em sinal de boa vontade e da nossa intenção de pôr fim ao confronto militar”, disse.
A Geórgia pediu ainda aos Estados Unidos que façam a mediação da crise com a Rússia, acrescentou. “Pedimos à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que sirva de mediadora com os russos, e que lhes transmita a nossa mensagem”, declarou Lomaia.
Este anúncio de retirada por parte de Tbilissi acontece no mesmo dia em que a Rússia anunciou que os seus barcos de guerra chegaram “ao limite das águas territoriais da Geórgia”, anunciou uma fonte militar russa citada pela agência RIA-Novosti, confirmando informações avançadas num primeiro momento por fontes georgianas.
Com a disposição dos navios de guerra ao longo das fronteiras marítimas da Geórgia, a frota russa instaurou um bloqueio com o objectivo de impedir os georgianos de receberem armas.
Paralelamente, dez mil soldados russos suplementares foram enviados para a Geórgia nas últimas horas, avançou hoje Tbilissi em comunicado. Seis mil desses militares entraram na noite de hoje na república separatista pelo túnel de Roki, a partir da república russa da Ossétia do Norte, segundo um comunicado georgiano. A coluna militar compreendia 90 carros de combate, 150 blindados de transporte de tropas e 250 peças de artilharia, indicou ainda o governo.


