O Presidente norte-americano George W. Bush autorizou a execução de um ex-soldado americano condenado à morte por homicídio e violação, um caso inédito nos Estados Unidos nos últimos 50 anos.
“O Presidente Bush [...] aprovou a condenação à morte do soldado Ronald A. Gray, confirmando a condenação do tribunal marcial por múltiplas acusações de morte e violações cometidas enquanto era membro do Exército”, declarou uma porta-voz da Casa Branca, Dana Perino.
O soldado Ronald A. Gray foi considerado culpado de quatro homicídios e oito violações em 1988 por um tribunal militar e condenado à morte, uma condenação que implica a autorização do Presidente para se tornar efectiva.
Contrariamente ao que acontece nos tribunais civis, os militares americanos não podem ser executados sem o acordo do chefe de Estado.
“Apesar da aprovação de uma condenação à morte de um membro do Exército ser uma decisão séria e difícil para um comandante, o Presidente estima que a natureza do assunto não deixa nenhuma dúvida sobre o facto de que a condenação foi justa e merecida”, indicou Dana Perino.
O último Presidente a ter autorizado a execução de um militar nos Estados Unidos foi Dwight D. Eisenhower, em 1957. John F. Kennedy, o último Presidente a ser confrontado com um problema semelhante, preferiu comutar a pena para prisão perpétua.



