• No fim, não houve fio dental
  • A crise é uma inesgotável fonte de imaginação
  • Comentário do crítico Tiago Bartolomeu Costa sobre o Alkantara Festival

Em Maiorca, Espanha

Genro do rei de Espanha compareceu em tribunal

25.02.2012 - 10:19 Por AFP

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Inaki Urdangarin fala à imprensa antes de entrar no tribunal Inaki Urdangarin fala à imprensa antes de entrar no tribunal (Jaime Reina/AFP)
O genro do rei de Espanha, Iñaki Urdangarin, no centro de um escândalo sem precedentes no seio da família real espanhola, esteve ontem no tribunal de Maiorca, nas Baleares, para ser ouvido por um juiz num processo de desvio de dinheiros públicos. À chegada disse estar presente para defender a sua inocência e a sua honra.

“Compareço aqui hoje para demonstrar a minha inocência”, declarou Urdangarin antes de entrar no tribunal. “A minha intenção hoje é estabelecer a verdade dos factos. Estou certo de que esta audição irá ajudar a que isso aconteça”, acrescentou o duque de Palma.

Urdangarin, casado com a infanta Cristina, a filha mais nova do rei Juan Carlos e da rainha Sofia, é suspeito de ter desviado fundos públicos.

No passado dia 29 de Dezembro, o duque de Palma, antigo atleta olímpico, foi formalmente constituído arguido, com a justiça espanhola a imputar-lhe a prática dos crimes de falsificação de documentos, desfalque de dinheiros públicos, fraude à Administração e prevaricação.

O caso diz respeito às actividades do Instituto Nóos, uma instituição sem fins lucrativos criada em 2003 por Iñaki Urdangarin na ilha de Palma de Maiorca com a missão de promover a prática desportiva e dinamizar projectos sociais. Segundo uma investigação conduzida pelo juiz anti-corrupção Pedro Horrach, Urdangarin e o seu sócio Diego Castro “criaram uma teia de sociedades através das quais desviavam os fundos públicos e privados que o Instituto Nóos recebia, apoderando-se dos mesmos”.

À chegada ao tribunal, Urdangarin foi recebido por uma centena de manifestantes que gritavam a frase “Cuidado com as carteiras, o Urdangarin está a chegar” e empunhavam cartazes onde se podia ler “Monarquia=Corrupção”.

Este caso está a abalar de uma forma que não tem precedentes a coroa espanhola: jamais a família de Juan Carlos - um soberano muito respeitado por ter conduzido Espanha a um regime democrático após a morte do ditador Francisco Franco em 1975 - havia sido alvo de um escândalo semelhante.

A partir de finais do ano passado Urdangarin passou a ser considerado persona non grata pela família real, tendo sido proibido de comparecer em cerimónias oficiais. Mesmo a sua figura de cera foi separada do resto da família real no Museu de Cera de Madrid.

Desde 2009 que Urdangarin trabalha para a empresa Telefonica, a partir de Washington, onde vive com a mulher e os quatro filhos.

“É uma situação preocupante que, pouco a pouco, criou uma ‘doença’ que afecta a primeira instituição do país: a coroa”, resumiu à AFP a jornalista e escritora Pilar Urbano, especialista na família real espanhola.


Estatísticas

  • 2256 leitores
  • 5 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1535260

Comentário + votado

Rei, Bom Pai!

Piorno: eu sou republicano, mas pergunto: nao e natural que um Pai abrigue sempre a sua filha? So ...

LinguaViperina

26.02.2012 00:21

X

Mais em Mundo (3 de 6 artigos)

O novo presidente faz o juramento de aceitação do cargo no Parlamento em Sanaa Ataques no Iémen matam pelo menos 21 pessoas