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Proposta da Rússia "inaceitável" para Ucrânia

Gazprom vai apelar ao Tribunal de Estocolmo para Naftogaz deixar passar o gás para a Europa

03.01.2009 - 18:32 Por Lusa

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Vários países europeus já sentem a consequência deste conflito Vários países europeus já sentem a consequência deste conflito (Petr Josek/Reuters)
A empresa russa Gazprom vai pedir ao Tribunal Internacional de Arbitragem de Estocolmo que obrigue a Naftogaz, da Ucrânia, a garantir a passagem do combustível para a Europa, anunciou Alexei Miller, presidente do consórcio russo.

Segundo o responsável, esta acção visa fazer cumprir o "contrato que define as quantidades e os termos do trânsito do gás pelo território ucraniano para os consumidores europeus" para o período entre 2003 e 2013, datado de 21 de Junho de 2002.

Por isso, "a Gazprom pedirá ao Tribunal de Arbitragem que tome, no mais curto espaço de tempo, medidas que proíbam a Naftogaz de proceder a qualquer redução da passagem do gás russo rumo à Europa. Já informei o presidente Medvedev", indicou Miller.

Entretanto, Oleg Dubina, presidente da Naftogaz, declarou no sábado que uma delegação da empresa pública ucraniana está pronta para partir para Moscovo com vista à assinatura dos contratos sobre fornecimento de gás à Ucrânia.

Porém, Dubina considera "inaceitável para a Ucrânia" a última proposta apresentada pela Gazprom de 418 dólares por mil metros cúbicos de gás. "Esse preço pelo gás natural destinado aos consumidores ucranianos representa uma pressão económica sem precedentes, ele bloqueará o funcionamento de empresas industriais e municipais, bem como o sistema de transporte do gás, o que poderá conduzir, no fim de contas, a um catástrofe ecológica e humanitária", sublinhou Dubina.

As negociações entre os dois países terminaram num fracasso no dia 31 de Dezembro. Kiev rejeitou a "tarifa preferencial" russa de 250 dólares por mil metros cúbicos de combustível azul, contra os 179,5 dólares pagos em 2008, e afirma estar disposta a pagar entre 200 e 235 dólares por igual quantidade de gás. Moscovo respondeu com um novo aumento para 418.

Com a pressão a descer nos gasodutos que levam o combustível à Polónia, Roménia, Hungria e outros países da UE que recebem gás russo através do território ucraniano, a República Checa, que assumiu a presidência da União Europeia, convocou para o próximo dia 09 em Bruxelas uma reunião urgente, com a participação da Gazprom e da Naftogaz, para examinar a situação.

Segundo uma fonte europeia citada pelas agências russas, no dia 05 de Janeiro, vai realizar-se uma reunião do grupo de coordenação da UE para o gás em Bruxelas.

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Política

10h18- A UE é fraca e já lhe sobra uma lista bem grande de provas disso mesmo.Não basta só ter ...

joão

04.01.2009 16:38

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