• Eles desafiam os limites do corpo
  • Comentário do crítico Tiago Bartolomeu Costa sobre o Alkantara Festival
  • A crise é uma inesgotável fonte de imaginação

Já morreram pelo menos 260 pessoas

Gazprom russa não consegue fornecer gás extra para aquecer uma Europa gelada

04.02.2012 - 15:44 Por PÚBLICO

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Os monumentos de Roma, depois do nevão Os monumentos de Roma, depois do nevão (Filippo Monteforte/AFP)
A empresa de combustível russo, Gazprom, disse neste sábado que não pode fornecer pedidos extra de combustível para alimentar os países da Europa que estão a viver temperaturas anormalmente baixas devido ao frio polar. Depois de mais uma noite gelada, o número de mortos já ultrapassou os 260. Ucrânia e Polónia são os países mais afectados.

“De momento, a Gazprom não pode fornecer volumes suplementares [de gás] exigidos pelos parceiros da Europa Ocidental”, disse Alexandre Krouglov, director-adjunto da empresa, durante um encontro com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, em Moscovo. Contudo, Krouglov adiantou que o volume de gás que a empresa se comprometeu a transferir nos contratos com os países da Europa Ocidental não será alterado.

“Peço-vos para fazer todos os esforços para satisfazer os pedidos dos nossos parceiros estrangeiros, ao mesmo tempo não se esqueçam que o objectivo principal das empresas energéticas, da Gazprom em particular, é responder às necessidades internas da Rússia”, disse por sua vez Putin. Embora não esteja contabilizado junto com o número de mortes da Europa, só na região oriental da Sibéria, território russo, o frio já matou 64 pessoas.

Na Ucrânia, nas últimas 24 horas, morreram mais 21 pessoas, puxando o número total de mortos para os 122. Setenta e oito foram encontrados nas ruas, 32 em casa e 12 não resistiram quando já estavam a ser alvo de tratamentos médicos. Como na generalidade dos países, a maioria das mortes foi de sem abrigos. O Inverno mais frio dos últimos seis anos no país, com temperaturas a chegarem aos 33 graus negativos, já levou 1600 pessoas a serem tratados nos hospitais devido a problemas relacionados com o frio.

Na Polónia, morreram mais oito pessoas. O número total de mortos devido ao frio que faz nos últimos dez dias subiu para 45. No Nordeste do país, as temperaturas alcançaram os -27 graus. Desde Novembro, que já morreram 88 pessoas no país. No Inverno passado, as baixas temperaturas provocaram 212 mortos.

A vaga de frio árctico que assola a Europa devido a um anti-ciclone por cima do mar Báltico matou ainda 28 pessoas na Roménia, 16 na Bulgária, 10 na Letónia, nove na Lituânia, sete na Sérvia e seis na República Checa. Além de provocar nevões na França, Itália, Espanha e também no Reino Unido, onde o aeroporto de Heathrow cancelou 30% dos voos. A superfície do rio Danúbio congelou em 60% junto do porto da cidade de Ruse, no Nordeste da Bulgária, dificultando a navegação.

Em França, dois doentes de Alzheimer saíram de casa e quando foram encontrados já estavam mortos, devido ao frio. A secretária de Estado da Saúde, Nora Berra, aconselhou as pessoas mais vulneráveis a evitarem deslocar-se nas ruas.

Em Roma, a neve deixou a cidade toda branca. Uma situação invulgar, já que não costumam cair mais do que alguns flocos. O trânsito ficou completamente impossibilitado devido às estradas atoladas de neve e gelo. O presidente da Câmara, Giorgio Alemanno, concentrou os esforços do Exército e dos bombeiros na limpeza das estradas. O frio matou seis pessoas no país.

Notícia alterada às 16h31


Estatísticas

  • 3052 leitores
  • 7 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1532254

Comentário + votado

Título

Nome

25.02.2012 03:14

X

Mais em Mundo (7 de 11 artigos)

Rubalcaba venceu Chacón por apenas 22 votos Rubalcaba eleito líder dos socialistas espanhóis