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Cimeira de Gleneagles

G8: atentados em Londres adiam para amanhã oficialização do acordo sobre o clima

07.07.2005 - 21:01 Por AFP

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Chirac disse que este é um acordo importante, mesmo que não chegue tão longe quanto o desejável Chirac disse que este é um acordo importante, mesmo que não chegue tão longe quanto o desejável (Michel Euler/AP)
As grandes potências do G8 concluíram hoje na cimeira de Gleneagles, Escócia, um acordo sobre o clima mas os atentados em Londres adiaram a sua oficialização para amanhã, foi anunciado.

A declaração sobre o clima, que será acompanhada por um Plano de Acção sobre as ligações entre o efeito de estufa e a energia, já foi denunciada como “uma ocasião perdida” pelas grandes organizações ecologistas. Para o Presidente francês Jacques Chirac este é “um acordo importante”, mesmo que “não chegue tão longe quanto desejássemos”.

Tanto Chirac como o primeiro-ministro canadiano Paul Martin felicitaram, em conferências de imprensa separadas, que o documento reconhece a realidade das alterações climáticas, o papel das actividades humanas e a urgência de agir.

Para Chirac, o principal mérito desta cimeira sobre o clima será “restabelecer o diálogo” entre os sete membros do G8 que ratificaram o Protocolo de Quioto e os Estados Unidos que o rejeitaram em Março de 2001. Além disso, Chirac considera que este texto é “um sinal positivo para os países emergentes” e que “lança um diálogo” com estes países, no que se refere à transferência das tecnologias entre o Norte e o Sul e ao financiamento do seu desenvolvimento energético.

O Presidente norte-americano George W. Bush aceitou reconhecer que o sobre-aquecimento do planeta poderá estar ligado às actividades humanas, nomeadamente às emissões de dióxido de carbono (CO2) e que estas deveriam ser diminuídas mas apenas se o progresso da ciência o mostrar necessário.

Em troca, os europeus conseguiram apenas uma menção ao protocolo de Quioto no fim do comunicado, quando o que defendiam era colocar o acordo em evidência.

Os Oito chegaram ao consenso segundo o qual a luta contra as alterações climáticas não poderá ser realizada sem os países emergentes, cujas necessidades energéticas libertam grandes quantidades de CO2. Por isso, foi proposto associar aqueles países a um novo fórum informal para debater as ligações entre clima e energia. No entanto, os países visados pelo G8 (China, Índia, Brasil, África do Sul, México) colocaram condições para participar nesse novo fórum.

Numa declaração comum, esses países exigiram financiamentos adicionais para lhes permitir adquirir centrais eléctricas eficientes e outras tecnologias menos poluentes, já disponíveis no mercado.

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