Os futebolistas profissionais britânicos recusaram-se a aparecer numa campanha de vídeo contra a homofobia, porque temem ser ridicularizados ao tomarem posição contra um dos mais persistentes tabus do desporto, noticiou o “Independent”.
A Federação Inglesa (Football Association, FA) pretendia fazer uma campanha contra os preconceitos anti-gay com jogadores famosos, e pediu à Associação Profissional de Futebolistas (PFA) que realizasse um vídeo com as estrelas da primeira liga. Tanto os jogadores como os agentes ignoraram o pedido.
"Toda a gente pensa que os futebolistas são cheios de confiança, mas assuntos como este não são fáceis. É preciso recordar que não há muito tempo mesmo os jogadores negros não gostavam de abordar temas raciais”, comentou ao jornal o director geral da PFA, Gordon Taylor.
Peter Clayton, encarregue da luta contra a homofobia na FA, acredita que “um jogador que se voluntarie pode ter a certeza que irá provocar comentários na assistência”. “Suspeito que jogadores e agentes fujam disso”.
A decisão foi um revés para os activistas, que estavam finalmente a fazer alguns progressos na abordagem do tema da homofobia no desporto, adianta o "Independent". Em finais de 2009, Gareth Thomas, jogador do País de Gales, tornou-se no primeiro jogador de râguebi profissional a revelar a sua homossexualidade.
Uma fonte da PFA adiantou: “Talvez dentro de três, quatro, cinco anos tenhamos mais jogadores envolvidos. Neste momento, ninguém quer ser o jogador que coloca a sua cabeça no parapeito. É uma questão de escolher o tempo certo e a altura certa. Os jogadores dão muito; recebem tantas solicitações. Às vezes tem que haver um ‘não’, e esta foi uma dessas vezes”.



