O furacão Gustavo obrigou já as autoridades a deslocarem cerca de 190 mil pessoa na província ocidental cubana de Pinal del Rio e colocou o país em estado de alerta máximo. O furacão fez pelo menos 85 mortos à sua passagem pelas Caraíbas, de acordo com agência noticiosa cubana Prensa Latina.
Mais de uma centena de abrigos foram entretanto preparados para acolher as famílias provenientes das zonas mais expostas à passagem de Gustavo, que correm o risco de ficar inundadas e que, por precaução, foram evacuadas. No entanto, muitos dos refugiados vão ficar em casa de familiares. Desde quinta-feira que os habitantes têm reforçado as portas e janelas das casas e guardado água e alguns mantimentos, como medida de precaução.
O furacão Gustavo, actualmente na categoria 3, continua a ganhar cada vez mais intensidade, atingindo ventos na ordem dos 185 quilómetros/hora à medida que se aproxima da costa ocidental de Cuba, país que deve atravessar ao longo do dia de hoje. Ainda assim, é previsível que o furacão passe para a categoria 4 da escala Saffir-Simpson, composta por cinco níveis.
A protecção civil de Havana decidiu colocar o país em estado de alerta máximo, em especial a província e a cidade de Havana, onde vivem mais de dois milhões de pessoas, e a província de Matazans, bem como Pinal del Rio, a primeira zona que deverá ser atingida.
Depois de passar Cuba, prevê-se que Gustavo siga para o Golfo do México e para Louisiana, a sul dos Estados Unidos, e que foi particularmente afectada pelo Katrina, há três anos.



