O Presidente Giorgio Napolitano, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi e as demais autoridades italianas participaram hoje no funeral de Estado preparado para 205 das 289 vítimas mortais do mais greve sismo que atingiu o país nas últimas três décadas.
"Sinto-me presente em espírito e partilho a vossa angústia", disse o papa Bento XVI numa mensagem lida pelo seu secretário particular, monsenhor George Gaenswein, enquanto o secretário de estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, presidia à concelebração da missa de corpo presente na parada de uma academia da guarda fiscal das imediações de L'Aquila.
As bandeiras estavam a meia-haste neste dia de luto nacional, as lojas desceram os taipais, os aeroportos suspenderam as partidas para um minuto de silêncio e os agentes de trânsito despiram os seus coletes fluorescentes.
Quatro dias depois da tragédia de segunda-feira de madrugada ainda os escombros estavam a ser remexidos, em busca de mais corpos ou de improváveis sobreviventes. E os bombeiros acompanharam algumas pessoas a casa a fim de procurarem recolher alguns pertences, enquanto a polícia vigiava para que não houvesse pilhagens.
"Agradecemos ao povo do Abruzzo o seu civismo, gravidade e compostura", disse Berlusconi, enquanto o cardeal Bertone observava que, "por baixo dos destroços, pode sentir-se o desejo de começar de novo, reconstruir e sonhar uma vez mais".
"Rezam os profissionais da oração, dizem missa. Rezam papas, arcebispos, bispos, excelências, eminências, São Pedro e São Paulo; e até Jesus Cristo nos enviou um terramoto", desabafou Francesco Pagani, um idoso sobrevivente que não consegue encontrar muito conforto na oração e que é citado na reportagem da Reuters.



