Os funerais do Presidente do Gabão, Omar Bongo, falecido segunda-feira em Barcelona, devido a doença, estão previstos para o próximo dia 18.
Uma dezena de chefes de Estado, incluindo o francês, Nicolas Sarkozy, deverão assistir às exéquias, noticiou a BBC. E entretanto os restos mortais daquele que era o mais antigo Presidente africano encontram-se em câmara ardente no seu palácio, em Libreville.
No mesmo edifício, a alguns metros, decorreu hoje o primeiro Conselho de Ministros presidido pela Chefe de Estado interina, Rose Francine Rogombé, tendo sido decidido que deverão começar a ser organizadas eleições presidenciais para daqui a 45 dias, conforme estipula a Constituição.
À saída do Conselho, Ali Ben Bongo, ministro da Defesa e filho do defunto, considerado um possível sucessor, observou: "É muito cedo para falar de solução e é até mesmo indecente. Hoje, sou como todos os gaboneses e todas as gabonesas, que se preocupam somente em prestar uma última homenagem ao seu pai desaparecido. Queremos enterrá-lo dignamente".
"Juro devotar toda a minha força ao bem do povo gabonês", dissera quarta-feira Rose Francine Rogombé, presidente do Senado, ao assumir interinamente a chefia do Estado, depois dos 41 anos e meio de governação de Omar Bongo.
O país está a respeitar 30 dias de luto e tem vindo a receber mensagens de pêsames de diversas origens. Incluindo da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), que falou de "um grande amigo do povo de Cabinda e um grande africano".


