Freitas do Amaral considera que acordo financeiro depende da França e do Reino Unido

15.06.2005 - 15:43 Por Lusa
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, declarou hoje que Portugal continua insatisfeito com as propostas de perspectivas financeiras da União Europeia, mas referiu que um acordo depende em larga medida de um entendimento entre França e Reino Unido.
No final da reunião do Conselho de Ministros, Freitas do Amaral sublinhou que, para Portugal, "o tema das perspectivas financeiras da União Europeia (para 2007/2013) é o mais importante" que se debaterá na próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo europeus, amanhã e sexta-feira, em Bruxelas.
"Desde Março, Portugal já viu conseguidas importantes melhorias" ao nível das perspectivas financeiras, mas "está a bater-se diplomaticamente pela melhor solução possível", observou Freitas do Amaral.
Neste contexto, o ministro dos Negócios Estrangeiros frisou que Portugal "ainda não está satisfeito com a proposta [da presidência luxemburguesa] que está em cima da mesa" e, como tal, durante a cimeira, "só aprovará um acordo que lhe seja satisfatório".
No entanto, numa mensagem com algum optimismo, Freitas do Amaral referiu que "23 dos 25 Estados membros da União Europeia já chegaram a um acordo de princípio", faltando resolver "um problema difícil" entre França e Reino Unido.
Freitas do Amaral reconheceu depois que um acordo final dependerá em larga medida de um entendimento entre Paris e Londres, que ainda não foi alcançado.
"O tema das perspectivas financeiras só começará a ser debatido na sexta-feira e, até lá, muito pode ainda ser alcançado", disse, lembrando que, eventualmente, o próximo Conselho Europeu poderá prolongar-se pela noite de sexta-feira ou até à manhã de sábado.

