Os dois agentes francês raptados na terça-feira na capital da Somália, Mogadíscio, vão ser “julgados em breve, de acordo com a lei corânica” ("sharia") por ter “ajudado os inimigos de Alá”, declarou à AFP um representante da milícia extremista islâmica al-Shabab, que está a tentar chegar ao poder.
“Os homens que capturámos estavam a ajudar o governo apóstata [da Somália] e os seus espiões, por isso serão julgados e punidos, de acordo com a "sharia". Serão presentes a tribunal por espionagem e por terem entrado na Somália para ajudar os inimigos de Alá”, disse esta mesma fonte à agência noticiosa francesa, mantendo o anonimato. “O seu destino dependerá da forma como o tribunal islâmico entender as acusações que contra eles pendem.”
O ministro somali dos Assuntos Sociais, Mohammed Ali Ibrahim, assegurou na sexta-feira que os dois homens estavam mesmo nas mãos da al-Shabab. Inicialmente, foram raptados de um hotel em Mogadíscio por outra milícia, a Hizbul-Islam, que depois os passou à al-Shabab.
Entretanto, foram raptados três outros estrangeiros na Somália, que trabalhavam para uma organização humanitária. Foi na madrugada de quinta para sexta-feira, na região fronteiriça entre o Quénia e a Somália.


