Cerca de 700 serão expulsos até ao final do mês

França repatriou o primeiro grupo de ciganos romenos

19.08.2010 - 18:37 Por Isabel Gorjão Santos

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Um grupo de ciganos romenos partiu esta manhã do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris Um grupo de ciganos romenos partiu esta manhã do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris (Gonzalo Fuentes/Reuters)
O primeiro grupo de ciganos romenos repatriados pela França chegou hoje a Bucareste, depois de o Governo de Nicolas Sarkozy ter decidido desmantelar vários acampamentos onde vivem os membros desta minoria roma.

O ministério do Interior francês tinha anunciado o repatriamento de 93 pessoas, mas segundo a AFP apenas embarcaram 9 em Paris e 61 em Lyon. O Presidente romeno, Traian Basescu, pediu que seja criado um programa europeu para a integração dos cidadãos ciganos.

“É muito duro em França, há pressões a toda a hora, da polícia, da autarquia”, disse à AFP um dos repatriados, Gabriel, de 37 anos, que vivia em Grenoble e chegou a Bucareste com a mulher e duas filhas. Muitos repatriados receberam 300 euros do Governo francês, mais 100 por cada criança. Amanhã são esperados mais 132 repatriados em Bucareste e Timiosara, Oeste da Roménia.

O Governo de Sarkozy garantiu que foram avaliadas as circunstâncias em que estas pessoas se encontravam em França, depois de a Comissão Europeia ter apelado ao respeito pelas regras de liberdade de circulação na União Europeia. Depois do Presidente romeno, também o ministro do Interior francês, Brice Hortefeux, pediu à Comissão para “mobilizar esforços para promover programas de reinserção duradouros e integração efectiva da comunidade roma”.

As pessoas que hoje foram repatriadas são as primeiras de cerca de 700 que deverão regressar à Roménia até ao final do mês, após o desmantelamento de 51 acampamentos de ciganos em França, em Julho. Ao longo dos próximos três meses, o objectivo é acabar com 300 destes campos.

O Governo francês diz que as repatriações servem para retirar a população cigana de condições “deploráveis”, mas o que espera estas pessoas em Bucareste está longe de ser uma boa condição de vida. “Na Roménia trabalhamos 30 dias, 12 a 15 horas por dia para ganhar 150 euros por mês”, disse à Reuters um dos repatriados. Por isso, alguns pensam voltar a França, como é o caso de Rodica Novakovich, 38 anos, que contou à Reuters: “Não tenho nada na Roménia. Não tenho casa ou um emprego à minha espera. O que é que vou fazer?”

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abençoado sarkozy

espero que isto alastre rapidamente pelo resto da europa. são estas medidas que me levam a ...

Anónimo

19.08.2010 23:14

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