Seis pessoas suspeitas de pertencerem a uma rede terrorista foram detidas hoje em França, no quadro de uma investigação preliminar sobre o movimento de fundos, avança a AFP, que cita fontes próximas da investigação. Um dos detidos já estava em prisão domiciliária.
De acordo com as mesmas fontes, as detenções foram feitas pela Divisão Nacional Antiterrorista da Direcção Central da Polícia Judiciária francesa nas cidades de Bourges, Saint-Malo, Chateauroux e Tours.
Entre os detidos estão dois antigos chefes religiosos de prisões muçulmanas que tinham sido destituídos e uma pessoa que estava em prisão domiciliária, tido como o chefe do grupo.
Este último detido terá agora de explicar o movimento de importantes quantias na sua conta que não estão relacionadas com a sua actividade.
Todas as pessoas interpeladas frequentavam uma mesquita fundamentalista de Bourges, a mesquita El-Fath, liderada por um guarda prisional.
Alguns dos detidos deverão ser interrogados sobre viagens a vários países, nomeadamente ao Paquistão e à Bósnia. Segundo uma fonte próxima do caso, este “activismo agressivo” era alegadamente mais exercido na prisão de Bourges do que na mesquita da mesma cidade.
Segundo uma das fontes citadas pela AFP, os detidos pertencem ao movimento tabligh, que habitualmente não defende acções violentas.
Muitos jovens franceses de confissão muçulmana, recrutados por islamitas radicais, lutaram na Bósnia, no Afeganistão e no Iraque nos últimos anos, segundo as autoridades francesas.
De acordo com o ministro do Interior, desde 2002, mais de 370 alegados islamitas radicais foram interpelados e cerca de 100 ficaram detidos em França. Desde 2005, 19 foram expulsos do território francês.
O Governo afirmou recentemente que a França foi alvo de “ameaças reais” de atentados e o Executivo reforçou a legislação antiterrorista.



