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Contrato de Primeiro Emprego

França: partidos de esquerda pedem a Jacques Chirac que não promulgue CPE

31.03.2006 - 11:47 Por Lusa

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O Presidente Jacques Chirac dirige hoje ao país uma mensagem pela televisão, marcada para as 20h00 locais O Presidente Jacques Chirac dirige hoje ao país uma mensagem pela televisão, marcada para as 20h00 locais (AFP (arquivo))
Dez partidos franceses de esquerda, na oposição, pediram hoje ao Presidente Jacques Chirac que não promulgue o Contrato de Primeiro Emprego (CPE), que prevê o despedimento sem justa causa dos trabalhadores com menos de 26 anos de idade durante os dois primeiros anos de contrato.

"As organizações e partidos políticos de esquerda pedem solenemente a Jacques Chirac que não aprove o CPE, para que possam começar as negociações com os sindicatos", lê-se no manifesto elaborado numa reunião realizada esta manhã na Assembleia Nacional (Parlamento francês).

Este apelo surge horas antes da comunicação televisiva ao país do Presidente francês, para anunciar as decisões que tomou sobre o CPE.

De acordo com os partidos de esquerda, "conhecendo as condições excepcionais da sua eleição em 2002", Chirac assumiria "uma grande responsabilidade se promulgar a lei".

Os partidos aludem ao facto de Chirac ter renovado o seu mandato presidencial graças à frente comum formada para travar a entrada de Jean-Marie Le Pen no Eliseu.

Para manter viva a pressão de rua contra o CPE, as forças de esquerda apelam também aos franceses para que participem na jornada de manifestações e greves convocada pelos sindicatos e pelas associações de estudantes para a próxima terça-feira.

O manifesto é assinado pelo Partido Socialista, pelos Verdes, pela Liga Comunista Revolucionária e pelo Movimento Republicano para os Cidadãos.

O Conselho Constitucional francês validou ontem o CPE sem qualquer reserva, apesar de ter censurado dois artigos da lei da igualdade de oportunidades, que inclui o tão contestado contrato.

As expectativas voltaram-se assim para o chefe de Estado francês, que hoje se dirigirá ao país a partir das 20h00 locais (19h00 em Lisboa).

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A democracia anda à deriva. O governo francês esqueceu-se de consultar os sindicatos, as ...

Anónimo

31.03.2006 20:49

X

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