Condenam intransigência iraniana na questão nuclear

França e Holanda defendem sanções europeias contra o Irão

17.09.2007 - 19:12 Por Agências

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O Irão considera que as declarações do ministro Kouchner "afectam a credibilidade da França" O Irão considera que as declarações do ministro Kouchner "afectam a credibilidade da França" (Nasser Nuri/Reuters)
Os Governos de França e da Holanda chegaram a acordo, em Paris, para tentarem convencer o maior número possível de países a aprovarem a aplicação de novas sanções contra o Irão, fora do âmbito das Nações Unidas.

No seguimento de um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, o seu homólogo holandês, Maxime Verhagen, afirmou-se preparado para aplicar sanções europeias contra o Irão se o Conselho de Segurança não chegar a um consenso sobre as medidas suplementares a impor ao Governo iraniano.

"Preferimos o reforço das sanções através do Conselho de Segurança da ONU", sublinhou Verhagen, deixando, no entanto, uma advertência: "Se o Conselho de Segurança não chegar a acordo, estamos preparados e iremos aplicar sanções europeias em conjunto com as sanções norte-americanas".

O ministro dos Negócios Estrangeiros holandês anunciou que, juntamente com o seu homólogo francês, chegou-se a "um acordo para trabalhar e tentar encontrar no seio da comunidade internacional outros países que possam dar o seu apoio" ao projecto de Amesterdão e Paris.

Bernard Kouchner, que ontem apelou à aplicação de sanções da União Europeia contra o Irão, sublinhou, por seu lado, que essas mesmas sanções devem "ser separadas das sanções das Nações Unidas". "Trata-se de sanções europeias que cada país, individualmente, deve fazer com o seu próprio sistema bancário, comercial, industrial", explicou o ministro francês, adiantando que "britânicos e alemães estão interessados em debater a questão". "Tentaremos encontrar uma posição europeia comum", reforçou.

França fala em possível guerra com o Irão

Ontem, Kouchner afirmou que "o mundo deve preparar-se para o pior", ou seja, para a possibilidade de uma guerra com o Irão, caso este país se recuse a suspender o seu programa nuclear. Hoje, o primeiro-ministro francês, François Fillon, declarou que a tensão com o Irão chegou a "um extremo", apesar de defender que a via diplomática continua a ser a melhor solução para a questão do dossier nuclear iraniano. "Os iranianos devem compreender que a tensão chegou ao extremo e em particular naquela região, na relação do Irão com os países vizinhos, na relação com Israel", disse François Fillon, reforçando que se vive "uma situação de grande tensão".

Irão questiona credibilidade da França

Através do porta-voz da diplomacia iraniana, Mohammad Ali Hosseini, Teerão reagiu às declarações de Kouchner, considerando que "afectam a credibilidade da França". "O facto de as declarações dos responsáveis franceses concordarem com a posição da potência dominante [Estados Unidos] afecta a credibilidade da França perante as opiniões públicas mundiais, em particular do Médio Oriente", afirma Hosseini num comunicado divulgado hoje.

O responsável iraniano espera que as declarações "não correspondam às posições reais e estratégicas da França", nem "às políticas globais da União Europeia", considerando que as afirmações de Kouchner poderão ter sido fruto de "sugestões erróneas e de informações irreais avançadas por outros", referindo-se aos norte-americanos.

Aos jornalistas à margem do primeiro dia de assembleia-geral dos 144 países-membros da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), em Viena, o director-geral do organismo, Mohamed ElBaradei, rejeitou um eventual recurso à força contra o Irão, argumentando que existem "outras opções" para resolver a questão nuclear iraniana. "Devemos lembrar-nos de que não podemos recorrer ao uso da força quando existem outras opções. Não creio que estejamos nesse ponto", acrescentou o director-geral da AIEA.

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Mais uma caricatura..

Este tipo é mais uma caricatura a tentar ser uma obra de arte. Não sabia que o tipo tem problemas ...

Anónimo

19.09.2007 16:46