Um fotojornalista japonês foi morto durante as manifestações de protesto contra a junta militar que governa a Birmânia, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros nipónico, baseando-se em informações oficiais birmanesas.
"O Governo birmanês informou a embaixada japonesa em Rangum de que um japonês morreu", disse à AFP um responsável do ministério.
A embaixada do Japão em Rangum deslocou um dos seus funcionários para o hospital para confirmar a identidade da vítima, precisou o responsável do ministério.
O enviado especial do "El Mundo" foi testemunha do momento da morte do cidadãos japonês, quando os soldados abriram fogo contra os manifestantes nas ruas de Rangum, perto do Pagode de Sule, centro das manifestações encabeçadas por monges budistas.
A morte do japonês é a primeira de um cidadão estrangeiro durante a vaga de manifestações na Birmânia.
Paralelamente o Parlamento Europeu pediu hoje a Moscovo e a Pequim que aceitem uma condenação por parte do Conselho de Segurança da ONU da repressão violenta das manifestações pacíficas na Birmânia.
As forças de segurança birmanesas fizeram dispersar os milhares de pessoas que se manifestavam perto do Pagode Sule, no centro de Rangum, avançaram testemunhas citadas pela AFP. Pelo menos cem pessoas foram detidas.


