Fórum Social Mundial pretende combater modelo liberal recorrendo à crise

28.01.2009 - 09:47 Por Sérgio Aníbal
O encontro de Davos este ano pode já não ser o mesmo dos últimos anos, mas vai voltar a ter, sob a forma de uma cimeira paralela, a sua oposição oficial.
O Fórum Social Mundial vai, depois da interrupção do ano passado, reunir-se em Belém, no Brasil, juntando, entre outros, organizações não-governamentais e movimentos antiglobalização.
A ideia central do encontro é, em contraponto a Davos, procurar alternativas a um modelo liberal da economia. Por isso, da mesma forma como nas montanhas da Suíça a crise desencadeada pelo sistema financeiro mundial surge como um abalo para algumas das ideias defendidas pelos seus participantes, na Amazónia brasileira o ambiente é este ano de maior confiança de que a crise possa dar força aos seus argumentos.
Boaventura Sousa Santos, o sociólogo português que é um dos participantes habituais do encontro alternativo, afirmou, em declarações à agência Inter Press Service, que os participantes no evento em Belém "devem tomar uma posição clara e visível sobre a crise económica e social".
A eleição de Barack Obama e o impacto que poderá ter em questões como a política ambiental, combate à pobreza nos EUA e estrangeiro e política externa será também um dos temas em maior destaque na oitava edição da cimeira, que regressa ao Brasil depois de três anos de ausência.


