Chefe do Pentágono quer Exército mais pequeno e ágil

Forças armadas norte-americanas terão menos cerca de 100.000 militares

26.01.2012 - 21:41 Por PÚBLICO

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Panetta anunciou redução nas forças armadas dos EUA Panetta anunciou redução nas forças armadas dos EUA (Mandel Ngan/AFP)
As forças armadas norte-americanas vão ter menos efectivos e os olhos postos sobretudo na Ásia e no Médio Oriente, anunciou hoje o chefe do Pentágono, Leon Panetta.

Nos próximos cinco anos haverá um corte de 92.000 efectivos no Exército e nos Marines, o objectivo é reduzir as despesas do Pentágono em 486 mil milhões de dólares ao longo dos próximos dez anos. Ainda assim, Panetta garante que os EUA manterão a capacidade de defrontar “qualquer inimigo” em termos de tropas terrestres.

“O nosso objectivo é aproveitar esta oportunidade para manter a força militar, não para a esvaziar”, disse o chefe do Pentágono ao apresentar os detalhes de uma reestruturação militar que já tinha sido anunciada pelo Presidente Barack Obama.

De acordo com o novo plano, o orçamento do Pentágono para 2013 será de 525 mil milhões de dólares e as forças armadas manterão uma dimensão bastante superior à que tinham antes do 11 de Setembro de 2001. Esta é a primeira vez que há uma redução no orçamento da Defesa norte-americana após os atentados.

Haverá menos soldados, mas mantém-se a tecnologia de ponta, garantiu Panetta. “Estamos a mudar a nossa estratégia após uma década em guerra e um aumento substancial das nossas despesas”, sublinhou.

Os cortes no Pentágono foram impostos pelo Congresso e a nova estratégia passará pelo fim de operações militares mais duradouras e dispendiosas, como as que ocorreram no Iraque ou no Afeganistão. Aqui encontram-se ainda 90.000 militares norte-americanos, estando a retirada prevista para 2014.

No caso do Exército, o número de efectivos será reduzido em cerca de 13%, de 565.000 para 490.000 militares, enquanto nos Marines a redução será de 201.000 para 182.000. Também haverá cortes na força aérea, que deixará de ter seis dos 60 esquadrões de aviões de combate, o que representa cerca de 120 aparelhos. Alguns porta-aviões mais antigos também deixarão de estar ao serviço.

“Fizemos, em consciência, a escolha de não ter mais efectivos do que aqueles que podemos treinar e equipar correctamente”, explicou Panetta. Em breve será criada uma comissão do Congresso para definir que bases militares em solo norte-americano deverão ser encerradas.

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a

e eu acredito piamente que os amerikas vão deixar de invadir e matar em nome dos valores humanos. ...

Anónimo

26.01.2012 22:28