O Fundo Monetário Internacional (FMI) reconheceu a independência do Kosovo e adiantou que irá analisar o seu pedido de adesão "no devido momento".
Em comunicado, divulgado ontem, ao final do dia, o FMI precisa que recebeu o pedido de adesão do Kosovo na passada quinta-feira.
O Kosovo declarou a sua independência em relação à Sérvia no dia 17 de Fevereiro, e desde então já foi reconhecido por 43 países, na sua maioria ocidentais. A Sérvia e a Rússia não reconhecem a independência da nação.
No comunicado, o FMI salienta que, apesar da declaração de independência do Kosovo, a Sérvia "continua como membro do FMI e conserva a sua quota, activos e obrigações para com a instituição".
O apoio do FMI é o primeiro recebido pelo Kosovo por parte de uma instituição multilateral.
Um dos maiores problemas que o Kosovo tem de solucionar é o elevado índice de desemprego (segundo os dados oficiais, 57,1 por cento, mas algumas fontes elevam-no para 70/75 por cento). Metade da população kosovar tem menos de 24 anos, a mais jovem da Europa, mas a emigração desta faixa etária tem disparado – o que, tendo a vantagem de libertar o país de um excesso populacional (a taxa de natalidade é das mais elevadas da Europa), também o esvazia de competências.
A diáspora kosovar conta actualmente com 550 mil pessoas, três quartos das quais vivem na Alemanha, Suíça e Sérvia, essencialmente a trabalharem na construção civil e nos serviços.
A média salarial é de 200 euros (o Kosovo e o Montenegro, apesar de serem territórios que não integram a União Europeia, usam a moeda única), enquanto o custo de vida ronda os 350 mensais.
Feitas as contas, 15 por cento da população vive em situação de extrema pobreza. A circulação de euros tem alguns benefícios (nomeadamente os relacionados com a concessão de empréstimos), mas também aumentou o custo de vida.



