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Andal Ampatuan Jr. é aliado da Presidente Gloria Arroyo

Filipinas: polícia acusa principal suspeito do massacre político

26.11.2009 - 11:22 Por PÚBLICO

As autoridades filipinas deduziram hoje formalmente acusações de homicídio contra o principal suspeito do massacre de 57 pessoas no sul do país esta semana, Andal Ampatuan Jr.
Pelo menos 10 dos 57 mortos eram condutores de veículos Pelo menos 10 dos 57 mortos eram condutores de veículos  (Erik de Castro/Reuters)

Ampatuan é presidente da câmara na região e filho de um político muito poderoso cujo clã detém sólido poder na província de Maguindabao, onde os crimes ocorreram. Andal Ampatuan – que foi entregue às autoridades pelo irmão e depois levado de helicóptero militar para uma prisão de Manila – rejeitou as acusações que considerou “sem fundamento”: “Não são verdade. Tenho a consciência limpa”, afirmou aos jornalistas que presenciaram a sua partida do aeroporto da cidade de General Santos.

O suspeito permanecerá detido enquanto decorre a investigação lançada pela queixa feita num tribunal de Maguindabao, na ilha de de Mindanao, pelo marido de uma das pessoas mortas no massacre, Esmael Mangudadatu, que ocorreu na segunda-feira.

Testemunhos e indícios já recolhidos na investigação apontam que cerca de 100 homens armados atacaram a comitiva onde seguiam membros do clã de Mangudadatu a caminho de registar a candidatura de Esmael para as eleições de governador provincial do próximo ano. Os atacantes terão levado as vítimas para uma colina próxima e aí dispararam sobre eles com espingardas M-16 e atingiram-nos com catanas.

Pelo menos 10 dos 57 mortos eram condutores de veículos que estavam a passar na estrada quando os homens armados se lançaram sobre a comitiva dos Mangudadatu e testemunharam o rapto. Nem todas as vítimas foram já identificadas, mas a polícia crê que 22 eram jornalistas que acompanhavam a família de Esmael – o que torna este ataque também no mais mortal de sempre para os media em todo o mundo.

A chefe de Estado filipina, Gloria Arroyo, sempre teve os Ampatuan como valiosos aliados políticos – estiveram a seu lado nas últimas eleições presidenciais – mas veio hoje mesmo anunciar uma série de medidas para desmantelar o poder que o clã exerce sobre a região de Maguindabao, depois de o massacre ter provocado uma vaga de condenação internacional.

Entre essas medidas está a investigação de eventual envolvimento do governador provincial e outros presidentes de câmara no ataque, durante a qual os visados ficaram suspensos de funções, revelou já esta manhã o secretário do Interior, Ronaldo Puno, citado pelas agências noticiosas. O exército avançou já também para o desarmamento da força paramilitar, com uns 350 homens, leal aos Ampatuan e foi retirado o poder de supervisão das autoridades locais sobre as forças policiais.

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Principal suspeito de massacre nas Filipinas foi detido

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http://publico.pt/1411505

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Supera qualquer opinião politica! É DESUMANO!

temos que ver pelo lado Humano! Nunca gerir a vida pelo lado politico! NÃO! Não á ...

Sónia Gomes

26.11.2009 16:47

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