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Fidel Castro, o último líder comunista do Ocidente

01.08.2006 - 11:59

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Fidel Castro Fidel Castro (Luís Magana/AP (arquivo))
À beira de completar 80 anos de idade, Fidel Castro nasceu numa abastada família de fazendeiros, estudou na Universidade de Havana e enverga há décadas o uniforme militar que marca a linhagem dos guerrilheiros que, em 1959, desceram da Sierra Maestra para depor o ditador Fulgencio Batista. É Presidente de Cuba há quase 48 anos e opositor histórico dos Estados Unidos da América.

Castro assistiu à passagem pelo poder de dez presidentes norte-americanos, que nada conseguiram fazer para o retirar da liderança de um país que sofre de problemas económicos crónicos, que se traduzem em problemas sociais e na repressão dos seus opositores.

A revolução cubana

Aos 33 anos de idade, Fidel Castro, companheiro de Ernesto "Che" Guevara, conquistava o poder em Cuba. Filho de um emigrante espanhol criado entre os jesuítas e de uma cubana de origens modestas, Fidel nasceu em Biran, estudou em escolas católicas e licenciou-se na Universidade de Havana em Direito e Ciências Sociais.

A sua primeira luta revolucionária consistiu num ataque, a 26 de Julho de 1953, às casernas militares da cidade de Santiago, na sequência do qual foi detido e libertado graças a uma amnistia. Deixou Cuba para rumar ao México, onde formou um exército rebelde, com o qual regressou ao seu país a bordo de um pequeno iate. A maioria dos seus homens foi capturada ou morta, mas Fidel Castro e um pequeno grupo de guerrilheiros fugiram e estabeleceram-se nas montanhas do leste do país, onde firmaram um enclave rebelde do qual partiram para o golpe do dia de ano novo de 1959, que findou com a queda de Fulgencio Batista.

Os EUA como inimigo

Desde a sua chegada ao poder, foi alvo de várias tentativas por parte do vizinho norte-americano para o retirar do poder, desagradado pela revolução às suas portas e pela nacionalização de vários dos seus interesses em Cuba, como as refinarias de petróleo. Quase todos os outros negócios norte-americanos em Cuba foram expropriados em poucos meses.

Uma das mais conhecidas tentativas de deposição ficou para a história como o episódio da Baía dos Porcos, em 1961, quando mais de mil exilados cubanos encetaram uma tentativa de invasão da baía, no sul do país, depois de terem sido treinados e financiados pela agência de serviços secretos norte-americana CIA, que continuou a tentar matar o líder cubano ao longo de vários anos. Depois de 72 horas de combates, os exilados foram vencidos e Castro gritou vitória sobre o "imperialismo americano".

Em 1962 teve lugar uma crise que marcou as relações com os Estados Unidos e pelo menos duas gerações de cubanos. Na semana que separava o dia 22 do dia 28 de Outubro, a ameaça nuclear pairava sobre Cuba, uma ilha de seis milhões de habitantes a 140 quilómetros da costa norte-americana.

A crise dos mísseis soviéticos, apontados para os Estados Unidos a partir de Cuba, foi evitada no último momento pela intervenção do então Presidente da URSS, Nikita Khrouchtchev. O seu homólogo norte-americano, John Fitzgerald Kennedy, acedeu a não invadir Cuba.

Em 1968, o Governo cubano passou a controlar quase todos os negócios privados, à excepção de pequenas quintas e propriedades agrícolas.

Depois de uma aliança de 30 anos com Moscovo, o revolucionário viu-se forçado a abandonar a sua tentativa de exportação da revolução pela força para a América Latina, no final da década de 1980, quando também os últimos soldados cubanos começavam a voltar a casa depois da "aventura africana" em Angola.

Décadas de liderança não o fizeram soçobrar à sedução do capitalismo, ao contrário do que aconteceu na China ou no Vietname. O embargo comercial (que exclui alimentos e medicamentos e proíbe as importações de produtos cubanos) que os EUA impuseram a Cuba em 1962 obrigou o povo a duros sacrifícios e levou o regime a atolar-se numa burocracia sem fim que agravou os problemas sociais do país. Em 2001, chegaram a Havana carregamentos de milho e de frango congelado, as primeiras vendas directas de alimentos a Cuba em quase 40 anos.

Os exilados e dissidentes

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Fidel e Salazar

acho piada aos elogios rasgados a fidel. o homem tem obra, da boa e da má. é um poeta, um sonhador, ...

Anónimo

02.08.2006 15:12

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