Hamas garante forte presença parlamentar

Fatah vence legislativas palestinianas

25.01.2006 - 19:34 Por AFP, Reuters, AP

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 (Nasser Ishtayeh/AP)
A Fatah, o partido governamental palestiniano, foi a mais votada nas eleições legislativas de hoje, mas os integrista do Hamas garantiram também uma forte presença no Parlamento, adiantam as primeiras projecções anunciadas após o encerramento das urnas. A participação cifrou-se nos 77,6 por cento.

Em declarações à AFP, Nabil Chaath, dirigente e director de campanha da Fatah, revelou que o estudo promovido pelo centro palestiniano para a Política e Opinião Pública atribui ao partido 42 por cento dos votos, enquanto o Hamas obtém 35 por cento das preferências.

Estes valores são idênticos aos adiantados por outros estudos, como é o caso da projecção avançada pelo Canal 2 da televisão israelita, que atribuiu ao partido histórico palestiniano 43 por cento dos votos, enquanto os integristas alcançam 32 por cento.

Também a projecção divulgada pela Universidade Bir Zeit dá a vitória à Fatah, com 46,4 por cento dos votos, o que colocaria o partido perto da maioria absoluta, com a eleição de 62 dos 132 deputados do no Conselho Legislativo (Parlamento). O mesmo estudo atribuiu ao Hamas 39,5 por cento dos votos, o que equivaleria à eleição de 58 deputados, segundo o sistema de misto (listas proporcionais e eleição directa) em vigor.

Os primeiros resultados oficiais só deverão ser conhecidos amanhã, mas a comissão de eleições já anunciou que a participação no escrutínio atingiu os 77,6 por cento dos 1,35 milhões de eleitores inscritos.

A participação foi superior na Faixa de Gaza, desde Setembro totalmente controlada pela Autoridade Palestiniana, onde votaram mais de 81 por cento dos eleitores, enquanto na Cisjordânia, a participação se fixou nos 77 por cento. Em Jerusalém-Leste, anexada por Israel, as restrições impostas pelo Exército dificultaram a votação, o que obrigou mesmo a comissão eleitoral palestiniana a adiar por duas horas o encerramento das urnas.

Segundo os observadores e as agências internacionais, as legislativas - as primeiras realizadas no território numa década - decorreram sem incidentes graves, ao contrário do que faziam prever os distúrbios registados durante a campanha.

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