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Choque de interesses entre empresas e ONG

FAO desafia privados a imaginarem mercado em que as vítimas da fome seriam consumidores

16.11.2009 - 08:47 Por PÚBLICO

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"Imaginem o impacto no mercado se mil milhões de pessoas [o número dos que sofrem de fome] se tornassem consumidores."

O desafio partiu do director-geral da FAO, Jacques Diouf - que considera os privados um "parceiro-chave" -, e foi, segundo a AFP, lançado num fórum sobre o papel das empresas que antecedeu a cimeira.

Diouf considera o sector privado fundamental para garantir o aumento da produção em 70 por cento, crescimento que considera necessário para alimentar uma população mundial que se estima que chegue em 2050 a nove mil milhões de pessoas (em Julho deste ano eram 6,8 mil milhões).

Do lado empresarial foi expressa a ideia de que "há perspectivas de negócio, mas a longo prazo", disse Howard Minigh, presidente da CropLife, organização que agrupa empresas como a Monsanto, que vende sementes, fertilizantes e pesticidas. Mas as organizações não governamentais temem a imposição da agricultura intensiva.

"O interesse é desenvolver uma agricultura industrial com organismos geneticamente modificados e pesticidas. Vimos os resultados que deu na Argentina e no Brasil, com um impacto ambiental e social dramático", disse Devlin Kuyek, da Grain.



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