Lágrimas, riso, agradecimentos: os familiares dos marinheiros espanhóis que foram sequestrados por piratas somalis nem queriam acreditar na notícia da sua libertação. “Vou comê-lo com beijos”, dizia a mulher de um dos marinheiros, Sílvia Ares.
Sílvia ainda não tinha falado com o marido, Pablo Costas, e esperava ansiosamente que chegasse. “Temos de estar aqui e mostrar a nossa melhor cara”.
A filha do cozinheiro do barco Ángel Diego, Eider, mal conseguia falar. Entre soluços e lágrimas, conseguiu balbuciar apenas “muito obrigada, muito obrigada” quando recebeu o telefonema informando-a da libertação do pesqueiro Alakrana, conta o diário espanhol "El Mundo".
María Ángeles Jiménez, mulher do marinheiro Gaizka Iturbe, falou de um “dia superfeliz para todos, para os 36 [marinheiros sequestrados] e para os milhares que estão por trás”. Maria Jiménez agradeceu ainda a ajuda dos media para "levar as vozes das famílias onde elas queriam que chegassem”.
Já outros familiares, como os de Ondarroa Francisco Valavés, comentaram apenas: “já os libertaram, já está”.
A irmã do capitão, Argi Galbarritu, agradeceu à empresa proprietária do Alakrana a ajuda e cooperação. “Haverá tempo para fazer avaliações” a respeito da atitude de outras instituições, adiantou.
Os piratas disseram ter recebido um resgate de 2,7 milhões de euros para libertar os 36 tripulantes do Alakrana, 16 dos quais eram espanhóis.


