Os familiares ascendentes e descendentes das duas vítimas mortais equatorianas do atentado dos separatistas bascos da ETA no Aeroporto de Barajas, em Madrid, vão ter a nacionalidade espanhola, anunciou o governo espanhol.
O Executivo de Madrid vai aplicar a lei com a "maior generosidade e flexibilidade possível" para que os familiares dos dois equatorianos vítimas da ETA passem a ser cidadãos espanhóis, informou o director-geral do Gabinete da Atenção às Vítimas do Terrorismo, José Manuel Rodriguez Uribes, frisando que se trata de um "compromisso" dos ministros do Trabalho e da Justiça.
Os ascendentes e descendentes de Carlos Palate e Diego Estacio, os dois imigrantes desaparecidos há uma semana após a explosão de um carro armadilhado no Terminal 4 do aeroporto vão assim obter a nacionalidade espanhola.
Uribes confirmou ter contactado a directora-geral dos Registos e Notariado para que se acelerem os trâmites necessários para a concessão do passaporte.
A família de Carlos Palate vai também auferir de uma indemnização, prevista na lei, no valor de 250 mil euros.
"O sistema espanhol (de apoio às vítimas do terrorismo) é o mais completo do mundo, entre outros motivos por que não distingue a razão da nacionalidade", disse, sublinhando que os familiares dos dois equatorianos "vão beneficiar de todas as ajudas, todo o apoio e toda a solidariedade" já auferidas noutros atentados.
O governo espanhol vai atribuir uma pensão económica à mãe e proporcionará um contrato de trabalho sem termo certo ao pai de Carlos Palate, caso eles decidam residir em Valência.
A lei será aplicada de igual modo aos familiares do jovem, de 19 anos, cujo corpo já foi localizado pelas equipas de resgate que trabalham no Aeroporto de Barajas. O corpo de Diego Estacio ainda não foi encontrado.



