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Mais de quatro mil casas terão sido destruídas

Faixa de Gaza: organizações internacionais alertam para situação precária vivida no território

19.01.2009 - 20:47 Por PÚBLICO, com agências

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A população começou hoje a regressar às suas casas, mas muitas estão completamente destruídas A população começou hoje a regressar às suas casas, mas muitas estão completamente destruídas (Ibraheem Abu Mustafa/Reuters (arquivo))
Com o fim da ofensiva israelita, começaram hoje a fazer-se contas aos estragos causados por 22 dias de bombardeamentos contra a Faixa de Gaza, ao mesmo tempo que as organizações internacionais alertam para as necessidades urgentes de uma população mais carenciada do que nunca.

Segundo o gabinete de estatística palestinianos, mais de quatro mil habitações foram destruídas nas três semanas de bombardeamentos, deixando dezenas de milhares de pessoas sem casa, e outros 17 mil edifícios ficaram danificados, calculando que sejam necessários 1900 milhões de dólares para reparar os danos causados.

Por seu lado, Ismail Haniyeh, chefe do Hamas em Gaza, calcula que cinco mil casas tenham sido arrasadas na ofensiva, a que se juntam 16 edifícios governamentais e 20 mesquitas. O movimento islamista diz precisar de 200 milhões de dólares só para responder às necessidades mais urgentes da população.

No campo de refugiados de Jabalya, a norte da Cidade de Gaza, nenhum edifício escapou aos estragos provocados pelos intensos combates das últimas semanas, relata a Reuters. Cenário semelhante vive-se na Cidade de Gaza, principal bastião do Hamas, e em Rafah, cidade na fronteira com o Egipto, muito castigada pela aviação israelita na sua tentativa para destruir os túneis usados para o contrabando com o país vizinho.

Na cimeira que está a decorrer no Dubai, o Governo saudita ofereceu mil milhões de dólares em ajuda aos palestinianos, mas a gestão deste montante está já a ser disputada pela Autoridade Palestiniana (a entidade oficial nos territórios autónomis) e o Hamas (partido que controla a Faixa de Gaza).

Mais de 1300 mortos

No primeiro dia sem o som de bombas e disparos – Israel decretou um cessar-fogo unilateral no sábado, a que o Hamas respondeu ontem com a sua própria trégua –, muitos palestinianos começaram hoje a regressar a casa, para avaliar estragos e as forças do movimento islamista retomaram as patrulhas nas principais artérias da cidade.

Por baixo dos escombros dos edifícios, os serviços de emergência conseguiram resgatar mais dez corpos, elevando para 1315 o número de mortos desde o início da ofensiva, dos quais 410 eram crianças e 108 mulheres. Os serviços hospitalares assistiram mais de 5300 feridos, muitos dos quais estão ainda internados em condições precárias.

Um terço da população sem acesso a água potável

Em declarações aos jornalistas, o director de operações da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNWRA), John Ging, calculou que um terço dos 1,5 milhões de habitantes da Faixa de Gaza não têm acesso a água potável desde o início dos bombardeamentos e um número ainda superior está privado de electricidade.

O responsável considera, por isso, que o mais urgente é responder às necessidades básicas da população do território, mas nenhuma reconstrução será possível, avisa, “sem que todos os postos fronteiriços sejam reabertos”.

Por seu lado, a directora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) avisa que, após os bombardeamentos, “as condições são ideais para o surgimento de doenças” infecciosas. Margaret Chan sublinha que “as populações perseguidas e deslocadas estão enfraquecidas pela fome, sem combustível para se aquecerem e cozinharem e gravemente traumatizadas no plano psicológico”. “A água potável é um bem raro, as condutas de esgotos foram destruídas e o lixo acumula-se”, acrescentou.

A responsável lembrou ainda que a campanha de vacinação foi interrompida e o “surgimento de uma doença nestas condições provocaria uma nova crise sanitária”. Por outro lado, os hospitais “estão completamente congestionados” com o enorme afluxo de doentes, “as equipas médicas, incluindo os cirurgiões, estão completamente esgotadas” e “os feridos, que se contam aos milhares, continuam a precisar de tratamento”.

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FREE

Condenados a morte o mais rapido possivel.Senao volta a acontecer o mesmo. Se fossem condenados ai ...

Karim

28.01.2009 14:21

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