A explosão de um carro armadilhado, esta manhã, num parque de estacionamento em Bagdad, matou 22 pessoas e feriu outras 54, segundo o mais recente balanço oficial. O atentado coincidiu com a notícia de que um comandante do braço iraquiano da Al-Qaeda, que ontem se evadira da prisão, foi abatido pela polícia.
“Infelizmente o balanço do atentado [no bairro] de Kazamiyah agravou-se”, revelou o general Qassem Atta, porta-voz do comando de operações de segurança na capital iraquiana, dando conta de 22 mortais, mais 16 do que as informações iniciais apontavam.
O atentado ocorreu ao início da manhã, num parque de estacionamento, onde se encontravam dezenas de viaturas. Muitas ficaram destruídas na deflagração, ouvida a vários quilómetros de distância e que danificou também várias casas nas imediações.
Este é o pior atentado em Bagdad desde 10 de Novembro, quando 28 pessoas morreram num triplo atentado na principal avenida de Azamiyah, um bairro sunita, controlado por grupos rebeldes e elementos ligados à Al-Qaeda. A área está separada apenas por uma ponte do vizinho bairro de Kazamiyah, zona controlada por milícias radicais xiitas, pelo que as duas zonas são palco frequente de confrontos armados.
Polícia abate comandante da Al-Qaeda
Em simultâneo, a polícia iraquiana anunciou ter abatido “Imad, o assassino”, um comandante do braço iraquiano da Al-Qaeda, que se evadiu ontem, quando um grupo de operacionais daquela rede terrorista atacou um posto da polícia em Ramadi, a Oeste de Bagdad.
O suspeito “foi morto cerca das 12h00 por atiradores da polícia de elite”, revelou um responsável das forças de segurança, revelando que ele forçara a entrada numa residência da cidade, mantendo uma família como refém.
Detido durante vários meses em Camp Bucca, uma prisão a sul de Bagdad, controlada pelos militares americanos, o iraquiano Imad Ahmad Farhan foi entregue às autoridades locais em Agosto passado. Na prisão, admitiu ter estado envolvido em mais de uma centena de assassinatos, em atentados e execuções sumárias, o que lhe valeu a alcunha de “Imad, o assassino”.
O suspeito conseguiu evadir-se ontem, durante um ataque armado contra o posto onde se encontrava detido – uma acção que se saldou na morte de seis polícias e sete guerrilheiros –, mas viria a ser localizado depois de uma mulher da família que sequestrou ter conseguido avisar os vizinhos que, por sua vez, alertaram as autoridades para a presença do foragido no local.



