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Situação no país permanece tensa mas confrontos cessaram

Exército libanês admite recurso à força para restaurar ordem no país

13.05.2008 - 20:06 Por AFP, PÚBLICO

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O Exército libanês, até aqui neutro nos confrontos da última semana entre apoiantes e opositores do Governo, diz estar pronto a “usar a força” para desarmar as milícias e restaurar a ordem no país.
A forte presença militar é agora visível nas ruas de Beirute A forte presença militar é agora visível nas ruas de Beirute (Fadi Ghalioum/Reuters)

Após uma semana de combates, que provocaram 62 mortos e cerca de 200 feridos, a violência diminuiu de intensidade, mas o país permanece em suspenso, já que o movimento xiita Hezbollah promete continuar a campanha de “desobediência civil” e a coligação no Governo insiste que não vai negociar uma saída para a crise “sob a pressão das armas”.

Desde sábado que o Exército libanês está a posicionar as suas tropas em pontos estratégicos do país, para evitar o alastramento dos conflitos, que atingiram a parte ocidental de Beirute, Tripoli, no Norte do Líbano, e nas montanhas a sudeste da capital.

Na última noite, os confrontos voltaram a Tripoli, envolvendo grupos armados sunitas, leais ao Governo, e milícias próximas do Hezbollah, mas nas últimas horas os tiros deixaram de se ouvir na cidade, onde agora é visível uma forte presença militar.

Num comunicado emitido esta manhã, o Estado-Maior anunciou que, a partir das 06h00 de hoje, as unidades do Exército receberam ordens para “prevenir qualquer incidente, seja por parte de indivíduos ou grupos, em cumprimento da lei e têm autorização para recorrer, se necessário, ao uso da força”.

Nas últimas horas não foram registados incidentes de relevo, mas os correspondentes internacionais sublinham que o Hezbollah mantém o cerco à capital, com barricadas em várias estradas, incluindo a que dá acesso ao aeroporto de Beirute, principal porta de entrada no país.

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Comentário + votado

So nao ve quem nao quer.

Tem toda a razao senhor Jose Alves. Mas isso so nao ve quem nao quer. Infelizmente ainda sao muitos ...

Joao Lucena

15.05.2008 11:13

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