Alguns representantes dos colonos e líderes do movimento anti-separação unilateral israelita vão a discutir com o Exército uma espécie de "regras do jogo" para quando chegarem os dias de fazer sair os habitantes dos 21 colonatos judaicos na Faixa de Gaza e de quatro na Cisjordânia.
O Exército, que está a tentar promover uma operação sem armas, quer que os colonos aceitem desarmar poucos dias antes do início da operação, que tem data de início marcada para 20 de Julho e será depois feita em quatro fases.
A polícia e o Exército iriam por seu lado prometer não utilizar armas no processo de evacuação dos colonatos.
Outra ideia que está a ser discutida é a hipótese de activistas de quem se espere violência extrema serem entregues pelos habitantes dos colonatos ao Exército antes do início do processo de evacuação. Em troca, as forças de segurança não utilizariam agentes do Shin Beth para tentar provocar os extremistas como meio de os detectar.
Hoje, o ministro do Interior Gideon Ezra e o inspector-geral da polícia, Moshe Karedi, vão encontrar-se com representantes do Conselho dos Colonatos da Judeia, Samaria e Gaza para discutir a possibilidade de desarmamento voluntário dos colonos.
Os activistas anti-retirada começaram a usar uma retórica cada vez mais violenta em relação ao plano de retirada de Gaza, falando de manifestações de colonos "para impedir a retirada com os seus próprios corpos", e há já dirigentes a pedirem "guerra".
Os graffiti espalhados por muros dizem "Sharon, Lili está à tua espera" lembrando a morte da mulher do primeiro-ministro Ariel Sharon; ou com referências a Yitzhak Rabin, o primeiro-ministro assassinado por um extremista - "Rabin espera por Arik"; "Matámos Rabin, trataremos também de Sharon".
Ontem, apareceram incrições nas campas dos pais fundadores do Estado hebraico e do sionismo, David Ben-Gurion e Theodore Herzl. Na campa do primeiro chefe de Governo do Estado hebraico foi escrita a palavra "nazi", enquanto na do autor de O Estado Judaico foram escritas as palavras "neonazis - viva Beilin". Yossi Beilin é o líder do partido de esquerda Yahad (ex-Meretz) e é acusado pela extrema-direita de ser anti-sionista.
As autoridades israelitas têm dado conta de um aumento destes actos de vandalismo depois do anúncio do plano de separação unilateral de Sharon.



