Exército diz que não usará a força contra manifestantes no Egipto

31.01.2011 - 18:41 Por PÚBLICO, Agências
As Forças Armadas egípcias asseguraram que não vão usar a força contra os manifestantes, segundo um comunicado lido na televisão do Estado.
A declaração foi feita hoje, na véspera da uma esperada “marcha de um milhão” de pessoas na rua para pedir o fim do regime do Presidente, Hosni Mubarak.
“A presença do Exército nas ruas é para vosso bem e para assegurar a vossa segurança. As Forças Armadas não vão recorrer ao uso da força contra o nosso grande povo”, dizia o comunicado.
O Exército, que tem sido visto como a chave para o desenrolar dos acontecimentos no Egipto, declarou também que as reivindicações dos protestos são “legítimas”.
“As vossas Forças Armadas, que estão cientes da legitimidade dos vossos pedidos e que estão dispostas a assumir a sua responsabilidade na protecção da nação e dos seus cidadãos, afirmam que a liberdade de expressão através de meios pacíficos está garantida para todos”.
Mubarak nomeou uma série de figuras com ligações ao Exército para os cargos mais importantes do seu novo Governo. A actuação dos militares tem sido ambígua – estão a defender locais estratégicos mas não a reprimir manifestações ou a impor o recolher obrigatório. Imagens de manifestantes em cima dos tanques e a confraternizar com os soldados têm dado esperança aos organizadores dos protestos de que os militares acabem do seu lado.
Os manifestantes tinham entretanto afirmado que os militares deveriam decidir de que lado estavam até quinta-feira.
O líder da Liga Árabe, o egípcio Amr Moussa, apelou entretanto a uma “transição pacífica”. Moussa foi ministro dos Negócios Estrangeiros e é ainda bastante popular no país.
Notícia actualizada às 19h46

