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Mengistu Hailé Mariam vive exilado no Zimbabwe

Ex-ditador etíope condenado a prisão perpétua por genocídio

11.01.2007 - 14:06

O ex-ditador etíope Mengistu Hailé Mariam, acusado de genocídio e exilado no Zimbabwe, foi condenado hoje a prisão perpétua, à revelia, pelo Supremo Tribunal Federal da Etiópia, depois de um processo que decorreu durante dez anos.
Dos mais de 50 acusados, apenas 33 compareceram no tribunal Dos mais de 50 acusados, apenas 33 compareceram no tribunal (Les Neuhaus/AP)

Em reacção ao veredicto, o Governo zimbabweano colocou de parte a hipótese de extraditar Mengistu e renovou-lhe o seu apoio, classificando-o como "um convidado especial" que teve um papel importante na luta pela libertação do Zimbabwe, antiga colónia britânica.

Mengistu Hailé Mariam ainda não se pronunciou publicamente sobre o veredicto. O acesso à sua casa no bairro de Gunhill, em Harare, foi bloqueado pelas autoridades.

"Depois de ter analisado os pedidos de clemência e a punição exemplar pedida pelo procurador, o tribunal decidiu condenar o culpado número um à prisão perpétua", disse o juiz Nur Mohamed.

O coronel Mengistu, que vive no exílio no Zimbabwe desde 1991, foi considerado culpado no dia 12 de Dezembro por genocídio por crimes cometidos durante o período conhecido como "terror vermelho" (1977-1978).

No total, 50 acusados foram condenados à prisão perpétua. Apenas quatro arguidos escaparam à prisão para toda a vida. Hoje, apresentaram-se na sala de audiência 33 acusados e os restantes foram julgados à revelia.

Os advogados de defesa e o procurador podem recorrer das sentenças junto do Supremo Tribunal.

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