O antigo primeiro-ministro israelita Ehud Olmert foi hoje acusado de fraude, quebra de confiança e rendimentos não declarados. Olmert tinha sido obrigado a demitir-se o ano passado por estar a ser investigado em vários casos de corrupção, mas ainda não tinha sido formalmente acusado. É a primeira vez que um ex-chefe de Governo israelita é acusado de corrupção, escreve a AFP.
“O procurador-geral decidiu acusar o antigo primeiro-ministro Ehud Olmert e a sua secretária pessoal Shula Zaken”, disse em comunicado o Ministério da Justiça. “O dossier foi apresentado hoje ao tribunal distrital de Jerusalém.”
Olmert sempre clamou inocência e quando finalmente se demitiu, em Setembro de 2008, disse que tencionava travar uma batalha legal para limpar o seu nome. Ficou no cargo até Março, esperando pela realização de eleições que conduziram à formação do Governo de direita liderado por Benjamin Netanyahu.
As três acusações hoje anunciadas contra Olmert dizem respeito ao tempo em que foi presidente da câmara de Jerusalém e ministro da Indústria e do Comércio, antes de chegar à chefia do Executivo.
Parte das acusações são sobre pagamentos que terá recebido do empresário americano, Morris Talansky. Olmert é também suspeito de ter cobrado a dobrar – ao Ministério e a organizações de caridade – bilhetes de avião para si e para a sua família. Noutro caso, é acusado de ter nomeado pessoas que lhe eram próximas para o Centro de Investimentos, um organismo oficial.



