A Administração norte-americana saudou hoje o cessar-fogo entre Israel e o Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza, e diz esperar que o acordo signifique o fim dos disparos contra território israelita.
“Tudo o que fizer baixar o nível de violência é bem-vindo” afirmou Gordon Johndroe, porta-voz da Casa Branca, naquela que é a primeira reacção ao acordo mediado pelo Egipto e que deverá entrar em vigor na próxima madrugada.
Os EUA dizem esperar que a trégua de seis meses “signifique o Hamas vai cessar de lançar ‘rockets’ contra inocentes israelitas e que isso conduzirá a um melhor clima nas discussões entre Israel e a Autoridade Palestiniana”.
A Administração norte-americana agradece os esforços de mediação do Egipto, dizendo esperar “que eles sejam tido em conta” pelo movimento islamista palestiniano. “Mas para que isso aconteça, o Hamas tem de optar por tornar-se um partido político legítimo e renunciar ao terrorismo”, sublinhou Johndroe.
A reacção de Washington surge horas depois de o Governo israelita ter confirmado que aceitou o acordo de cessar-fogo, apesar de avisar que reagirá a qualquer ataque contra o seu território.
Se a trégua for bem-sucedida, o cerco à Faixa de Gaza será aliviado, permitindo a entrada no território de bens que estavam até agora bloqueados do outro lado da fronteira. Numa fase posterior, as duas partes vão também centrar-se nas negociações para a libertação do soldado Gilad Shalit, sequestrado em 2006 junto à fronteira com Gaza por um comando armado que integrava militantes do Hamas.
Ainda assim, Israel mantém-se céptico sobre o sucesso desta iniciativa. Esta tarde, o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, disse que o seu Governo “não tem ilusões”. “Esta trégua é frágil e poderá ser breve”, afirmou, acrescentando que o Exército agirá para “eliminar qualquer ameaça”.



