As seis potências envolvidas nas discussões sobre o programa nuclear iraniano vão voltar a reunir-se nos próximos dias, para tentarem chegar a acordo sobre "medidas adicionais" contra a república islâmica, anunciou o Departamento de Estado norte-americano.
Segundo Sean McCormack, porta-voz da diplomacia dos EUA, a reunião que hoje juntou em Londres representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e da Alemanha "foi apenas a primeira de uma série de discussões formais".
"Pensamos que [os representantes] vão reunir-se de novo num futuro próximo, pessoalmente ou por telefone", afirmou.
A reunião de Londres decorreu dias depois do fim do prazo dado pelo Conselho de Segurança para o regime iraniano suspender o programa de enriquecimento de urânio. Face ao incumprimento – já atestado pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) – Washington pretende que Teerão seja punido com novas sanções.
"Pretendemos uma nova resolução do Conselho de Segurança ou medidas adicionais que reforcem a pressão diplomática sobre o Irão", explicou McCormack
O responsável não revelou que medidas estão a ser equacionadas, mas esta manhã a BBC adiantava que Washington pretende que a ONU aprove sanções diplomáticas, proibindo a concessão de vistos a dirigente iranianos envolvidos no programa nuclear. De acordo com a mesma fonte, os EUA pretendem também negociar com os países europeus um embargo financeiro ao Irão e ao mesmo tempo convencer a Rússia a suspender a venda de armas ao país.
Em Dezembro, o Conselho de Segurança proibiu a venda ao Irão de tecnologia ou materiais que pudessem ser usados no programa nuclear, bem como a suspensão de programas de cooperação tecnológica. Ainda assim, Teerão garante que não vai abdicar do seu direito a desenvolver tecnologia nuclear, insistindo que o programa tem fins exclusivamente energáticos.



