EUA querem colaboração da Síria e do Irão para travar violência no Iraque

10.03.2007 - 11:58 Por Clara Barata
O que é o que os Estados Unidos esperam da Síria e do Irão, na conferência que hoje começa em Bagdad para tentar acabar com a violência no Iraque? "Esperamos que ajudem esta jovem democracia", disse ontem o Presidente norte-americano, George W. Bush, durante a visita ao Brasil.
E se esta frase era a cenoura para atrair a colaboração dos países que os EUA acusam de fomentar a violência no Iraque, Bush não escondeu o pau: "Protegeremos e ajudaremos os iraquianos a proteger-se contra aqueles que assassinam os inocentes para alcançar objectivos políticos."
Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraquiano, Hoshiyar Zebari, deu uma entrevista à agência Reuters em que apela a Bush e a Teerão para que não usem o seu país para resolver as suas diferenças. "Não queremos que o Iraque seja um campo de batalha para outros países acertarem contas com os Estados Unidos, às nossas custas."
A conferência foi convocada pelo Iraque, que convidou os EUA, a Síria, o Iraque e outros países árabes vizinhos, além das nações representadas no Conselho de Segurança das Nações Unidas, para discutir como acabar com a violência no Iraque, antes que se transforme numa guerra civil generalizada.
Mas a reunião pode também ser uma rara oportunidade para os EUA e o Irão discutirem directamente sobre a questão nuclear iraniana. "Se os sírios ou os iranianos nos abordarem, à volta de um copo de sumo de laranja, não vamos afastar-nos", disse David Satterfield, coordenador das questões iraquianas no Departamento de Estado, citado pela Reuters.

