EUA querem a Síria a desempenhar "papel essencial" na paz no Médio Oriente

13.06.2009 - 14:10 Por Dulce Furtado, com agências
Os Estados Unidos vêem a Síria a desempenhar um “papel essencial” no processo de paz para o Médio Oriente, frisou ontem o enviado norte-americano George Mitchell numa visita a Damasco, onde sublinhou também a aposta da Administração do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em estabelecer “relações de respeito e de interesse mútuo” com o regime do homólogo sírio, Bashar al-Assad.
Esta visita – última paragem de um périplo que levou Mitchell antes a Beirute, a Israel, à Cisjordânia, Egipto e Jordânia – assinala um maior degelo nas relações entre Washington e Damasco. “Os Estados Unidos contam com a continuação deste diálogo”, afirmou o enviado de Obama ao Médio Oriente, no final de “conversações profundas” com o chefe de Estado Sírio, durante as quais apontou que Damasco “tem um papel essencial a desempenhar na procura da paz global”.
Mais. “Estamos bem conscientes das muitas dificuldades que enfrentamos... mas partilhamos uma obrigação em criar as condições necessárias para que as negociações [de paz israelo-palestinianas] comecem prontamente e terminem com sucesso”. Mitchell não deixou de sublinhar, porém – numa mensagem claramente destinada a Beirute – que esta cooperação dos Estados Unidos com a Síria não será feita às custas de um desinvestimento de Washington no Líbano.
A Administração Obama tem vindo a desenvolver contactos diplomáticos prudentes com a Síria depois de um longo período de relações tensas entre os dois países, mantendo-se ainda o regime de Damasco, de resto, sob sanções dos Estados Unidos – muito devido àquilo que Washington diz ser o “apoio” dado pela Síria a rebeldes no Iraque. Essas sanções foram reconfirmadas no mês passado por Obama, o qual avaliou que Damasco permanece uma ameaça aos interesses dos Estados Unidos na região.

