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Missiva contém garantias de que não querem derrubar o regime

EUA já escreveram e vão enviar uma carta ao Irão

29.01.2009 - 13:02 Por Margarida Santos Lopes

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 (Jason Reed/Reuters)
O Presidente Barack Obama vai enviar uma carta ao Irão, propondo o reatamento das relações bilaterais e conversações directas, assegurando que os Estados Unidos não tencionam derrubar o regime dos “mullahs” e apenas pretendem uma mudança do seu comportamento, revela o diário britânico “The Guardian” na sua edição de hoje.

A carta, que começou a ser redigida logo após a tomada de posse de Obama a 20 deste mês, serve de resposta a outra – longa e inédita – enviada pelo Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao sucessor de George W. Bush congratulando-o pela sua eleição, em Novembro de 2008.

Segundo o “Guardian”, a carta de Obama foi redigida no Departamento de Estado e teve pelo menos três rascunhos. A versão final está agora a ser revista pela chefe da diplomacia, Hillary Clinton. A mensagem será dirigida ao povo iraniano, mas ainda não ficou decidido se será enviada directamente para o gabinete do Guia Supremo, “Ayatollah” Khamenei – o verdadeiro detentor do poder na República Islâmica – ou se será publicada como carta aberta. Embora o tom seja conciliatório, observa o diário londrino, Obama apela ao Irão para deixar de apoiar acções terroristas e que compare os seus relativamente baixos padrões de vida com os dos seus próprios vizinhos no Golfo Pérsico (também eles produtores de petróleo).

Na segunda-feira, numa entrevista à estação de televisão Al-Arabiya, do Dubai (com maior audiência do que a Al-Jazira, do Qatar), Obama já havia estendido a mão ao Irão, se este país estivesse disposto “a abrir o punho fechado”. Na quarta-feira, dia em que anunciou a sua recandidatura a um segundo mandato de quatro anos nas eleições de 12 de Junho, Ahmadinejad não fechou a porta a esta aproximação. Se no Ocidente foi dada ênfase à exigência de Ahmadinejad de que os Estados Unidos “pedissem perdão pelos crimes cometidos contra o Irão” nos últimos 60 anos, o diário oficial em língua inglesa “Tehran Times”, na sua edição electrónica, preferiu chamar para título “Irão saúda mudança na política externa dos EUA”.

Embora todas as facções do regime – os ultranacionalistas, como Ahmadinejad, e os reformistas, como Mehdi Karoubi ou Mohammad Khatami – sejam favoráveis ao fim de três décadas de hostilidades com o “Grande Satã – a escolha de quem vai representar Obama em eventuais futuras negociações está a criar algum desconforto no Irão. O nome mais falado é o de Dennis Ross, um judeu americano que foi conselheiro de Bill Clinton nas negociações de paz israelo-palestinianas (desta vez Obama escolheu um árabe-americano, George Mitchell, como seu enviado ao Médio Oriente). Num sinal de desconfiança, o jornal “Kayhan”, ligado aos ultranacionalistas, desdenhou de Ross como um “lobbyista sionista”.

Seja como for, o que é importante para o Irão é obter garantias – por escrito – de que a sua segurança regional não será ameaçada, de que o regime é legitimado e que as sanções económicas serão levantadas. Resta saber qual será a resposta de Teerão às exigências da América, da Europa, da Rússia e da China para suspender o seu programa nuclear.

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carta

alguém tem o endereço oficial do presidente Mahmoud Ahmadinejad? queria manda uma carta ou e-mail ...

marcos

27.03.2009 15:47

X

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