Ao ensaio nuclear seguiram-se testes de mísseis

EUA dizem que a Coreia do Norte deve “pagar pelas suas acções”

26.05.2009 - 17:36 Por PÚBLICO

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Soldados sul-coreanos na Zona Desmilitarizada Soldados sul-coreanos na Zona Desmilitarizada (Kim Kyung-Hoon/Reuters)
A Coreia do Norte deverá “pagar o preço” pelos seus actos se continuar “a provocar a comunidade internacional”, disse hoje a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice. Um dia depois de ter realizado o seu segundo ensaio nuclear, o regime de Pyongyang manteve o tom de desafio, testando mais dois mísseis de curto alcance e acusando Washington de conspirar contra o regime de Kim Kong-il.

Se a Coreia do Norte quiser “continuar a testar e a provocar a comunidade internacional, verá que deve pagar o preço, porque a comunidade internacional é clara: isso não é aceitável”, disse Rice em declarações à televisão de notícias CNN.

A resposta tinha sido dada horas antes, com o novo teste de mísseis. De acordo com a agência de notícias sul-coreana Yonhap, o Norte testou dois mísseis com um alcance de cerca de 130 quilómetros. E pode lançar mais mísseis amanhã, talvez para uma área marítima disputada com o Sul, dizem os media de Seul, citando fontes governamentais.

"O nosso exército e o nosso povo estão prontos para a batalha... contra qualquer tentativa imprudente dos EUA de um ataque preventivo", fez saber o regime via agência de notícias oficial KCNA

Na véspera, a Coreia do Norte anunciara ter efectuado “com sucesso” um novo ensaio nuclear, o segundo depois da estreia de Outubro de 2006. No mesmo dia, o regime comunista lançara já três mísseis de curto alcance. Reunido de emergência, o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou ainda na segunda-feira o ensaio nuclear e decidiu preparar uma resolução que deverá incluir novas sanções a Pyongyang.

“Vocês ouviram o conjunto da comunidade internacional, a partir de várias capitais, e o Conselho de Segurança vai intervir rapidamente, firmemente e de uma forma unida para condenar” estes ensaios”, disse Susan Rice. “Decidimos continuar a trabalhar numa nova resolução, uma resolução forte”, acrescentou, explicando que as sanções podem “assumir diferentes formas”, nomeadamente económicas.

Ao primeiro ensaio nuclear de Pyongyang seguiu-se a resolução 1718, aprovada em Outubro de 2006, que este segundo ensaio viola. E já este ano, na sequência do disparo de um míssil balístico, em Abril, o Conselho de Segurança decidira reforçar o regime de sanções imposto há dois anos e meio.

Foi em resposta a esta condenação da ONU que a Coreia do Norte anunciou que se retirava das negociações “a seis” (Coreia do Sul e do Norte, Rússia, Estados Unidos, Japão e China), parou de cooperar com a Agência Internacional de Energia Atómica e decidiu reactivar as suas instalações nucleares.

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O KIM JONG II

Realmente os comentadores anti-norte-americanos, que escrevinham por aqui, não deixam de ter razão ...

José do Telhado

28.05.2009 08:46

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