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Ahmadinejad insta Obama a não interferir nos assuntos internos do Irão

EUA “desconvidam” diplomatas iranianos para o 4 de Julho

25.06.2009 - 09:59 Por PÚBLICO

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Convite inscrevia-se na estratégia de aproximação de Obama Convite inscrevia-se na estratégia de aproximação de Obama (JASON REED/Reuters)
A Casa Branca revelou ontem à noite que retirou os convites feitos aos diplomatas iranianos para assistirem às celebrações do feriado nacional norte-americano do 4 de Julho, devido “aos acontecimentos dos últimos dias”.

“O 4 de Julho permite-nos celebrar as liberdades que todos gozamos: a liberdade de expressão, a liberdade de culto [religioso], a liberdade de manifestação pacífica, a liberdade de imprensa”, notou o porta-voz da Administração norte-americana, Robert Gibbs, numa alusão à repressão por parte das autoridades iranianas aos protestos maciços que, ao longo da última semana e meia, contestaram nas ruas a validade dos resultados oficiais das eleições presidenciais no país que deram ao ultraconservador Presidente Mahmoud Ahmadinejad um segundo mandato.

Desde a véspera que corria a notícia de que os diplomatas iranianos convidados a participar nas celebrações pelas embaixadas norte-americanas espalhadas pelo mundo tinham todos rejeitado esse convite.

Os convites aos diplomatas iranianos para as festas do 4 de Julho tinham sido enviados – a 2 de Junho passado – pela primeira vez em 30 anos, numa expressão da estratégia de reaproximação dos Estados Unidos ao Irão, abraçada pelo Presidente norte-americano, Barack Obama.

Mas a crise política na República Islâmica – com centenas de detenções de activistas da oposição e manifestantes e a morte de pelo menos 17 pessoas no decurso dos protestos – azedou a já instável aproximação. Obama afirmou-se “chocado e indignado” com a vaga de repressão no Irão, ao mesmo tempo que o regime de Teerão acusa os Estados Unidos, assim como o Reino Unido, de ingerência nos seus assuntos internos.

Num voltar à carga destas acusações Ahmadinejad instou Obama hoje a “não interferir” nas questões iranianas e a “expressar arrependimento” pela ingerência feita pelos Estados Unidos. Mais: acusou o Presidente norte-americano de repetir apenas “aquilo que [George W.] Bush [seu antecessor na Casa Branca] costumava dizer sobre o Irão, em declarações citadas pela agência estatal noticiosa iraniana FARS. O anterior chefe de Estado norte-americano elegera o Irão como parte do chamado “Eixo do Mal”, ao lado da Coreia do Norte e Iraque.

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Almeida

Almeida, Lamego. Depois de ter escrito o comentário 26-06-09 08H25 Lembrei-me de acrescentar o ...

Fonseca

26.06.2009 09:20

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